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Pé de ouro e perigo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Times Square é o alvo número um de possível terror químico, biológico ou de uma bomba suja em Nova York. Com seus monumentais e provocantes outdoors, além de ser um símbolo dos excessos do capitalismo e do cenário da festa de fim de ano mais conhecida no mundo, a praça tem o maior tráfego humano na superfície e no subsolo dos vários andares da maior estação de metrô da cidade. Times Square hoje tem também a maior concentração de mídia da cidade. Além do jornal New York Times, que deu nome à praça em 1904, as redes ABC e MTV têm estúdios em Times Square. A sede americana da empresa inglesa Reuters, a maior e mais antiga agência de notícias econômicas e financeiras do mundo, ocupa um dos maiores prédios da praça, quase em frente à editora Conde Nast, que publica a revista The New Yorker e dezenas de outras. Não se sabe quantas câmeras são controladas pela polícia, mas há mais de duzentas espalhadas pela praça. Uma delas pertence à televisão japonesa e é controlada de Tóquio. No caso de um atentado, os japoneses terão as primeiras imagens sem se preocupar com o cinegrafista. Na rua 47, nos quarteirões próximos à praça, está uma das maiores concentrações de diamantes do mundo, nas joalherias dos judeus ortodoxos. Com tantas ruas de acesso, é impossível controlar centenas de caminhões que trafegam pela praça dia e noite. Apesar de oferecer excelentes atrações para um atentado, e da maior parte da população estar convencida de que vai haver um segundo ataque terrorista, o aluguel do pé quadrado de Times Square acaba de chegar a 525 dólares por ano, o mesmo preço dos quarteirões comerciais mais nobres da Quinta Avenida e da Madison. Tão próspera e tão perigosa. Quem explica? |
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