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A Bolsa do Osama | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Bolsa de Valores de Nova York foi uma das vítimas dos ataques às torres: as ações despencaram como grande parte da vizinhança em volta, mas uma semana depois, numa resposta desafio ao terror, a bolsa reabriu. E subiu. Pouco antes da invasão do Iraque, ano passado, Christopher Byron, um colunista e analista da Wall Street, criou um portfólio só de ações em companhias que fabricavam e pesquisavam produtos com alguma ligação ao 'terror'. A maioria delas eram e ainda são empresas pouco conhecidas. Uma das ações foi da Brady Corporation, que fabrica fitas e rótulos eletrônicos para cenas de crimes. Os homicídios estão em queda em quase todo país, mas o investidor da Brady está antecipando 'ações terroristas'. As ações subiram 40%. A agência de emergência do governo federal sugeriu que todas famílias americanas talvez precisem de um tipo de xampu no caso de um atentado com antraz. As ações da companhia Rohm and Haas, fabricante de um dos ingredientes deste xampu, subiram 44%. Ações da C.R. Bard, fabricante de luvas de látex, presentes em todos kits de emergência, subiram 75% e as da HiEnergy Technologies, negociadas na Nasdaq, dobraram de valor. HiEnergy afirma que tem um instrumento capaz de detectar a presença de bombas comuns e biológicas. E quem comprou ações da companhia Home and Garden não foi porque acreditava em produtos para casa e jardim. A empresa está associada a Ionatron Inc., que diz ter um um lançador de raios capazes de destruir carros, caminhões e barcos sem ferir os passageiros. As ações, que valiam 48 centavos há um ano, agora valem 8 dólares. Em 14 meses, o portfólio criado por Byron valorizou 51%. O medo de Osama compensa. |
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