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UE dá boas-vindas a novos integrantes em cerimônia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após uma noite de festividades, líderes de 25 países que formam a União Europeia participaramm em Dublin, na Irlanda – país que detém a presidência rotativa do bloco -, de um dia de celebrações do alargamento histórico da organização. O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, deu as boas-vindas aos dez novos integrantes e afirmou que este sábado foi "um dia de esperança e oportunidade". Os líderes da República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Polônia, Chipre, Malta, Estônia, Letônia e Lituânia participaram de uma cerimônia simples na residência presidencial irlandesa junto com os líderes dos demais 15 países da UE. Adolescentes de todos os 25 países do bloco apresentaram a bandeira de cada um dos países, que foram então hasteadas junto com a bandeira da União Européia enquanto um coral cantou Ode à Alegria, a última parte da Nona Sinfonia de Beethoven, considerada o hino da União Européia. Bertie Ahern falou em seu discurso sobre o progresso que a Europa conseguiu nas últimas décadas, indo da guerra para a paz. "Do ódio, agora surgiu o respeito, da divisão, a união e da ditadura e opressão agora há a democracia." Mas, o primeiro-ministro irlandês também fez referência aos desafios, especialmente no que diz respeito a um possível acordo sobre a polêmica questão de uma constituição européia e como diminuir a diferença entre os membros mais ricos da UE e os recém-chegados mais pobres. Com a entrada de outros dez países, a União Européia passa, neste sábado, a ser o maior bloco comercial do mundo, com 25 membros. E agora cerca de 455 milhões de europeus vivem dentro da área da UE. 'Segunda-classe' Milhares de pessoas pelo continente se aglomeraram em praças, durante a noite de sexta-feira, para ver fogos de artifícios e escutar a Ode à Alegria.
As festas começaram à meia-noite em Chipre e nos países bálticos (18h, hora de Brasília), e continuou uma hora depois no restante dos países. Muitos líderes desses países, que até os anos 90 eram comunistas, disseram que a entrada na UE marca o fim definitivo da divisão causada pela Guerra Fria na Europa. O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, falando à multidão presente na cidade de Zittau, na fronteira entre Polônia e República Tcheca, disse que "a mensagem é que não existirá mais guerras na Europa". Marek Wos, um polonês de 40 anos de idade, disse que "esse é um bom dia para o país". "Não seremos mais um povo de segunda-classe, vindos de um país de segunda." |
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