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Atualizado às: 30 de abril, 2004 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)
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Adesão à União Européia divide opiniões na Hungria

Costureira aplica estrelas na bandeira da União Européia
Os húngaros mais velhos estão menos otimistas
Quando a areia começar a cair para acionar o mecanismo da Roda do Tempo – um relógio projetado para marcar as horas na Hungria européia - grande parte dos húngaros estará comemorando nas ruas.

No entanto, as festas programadas para a entrada do país na União Européia podem dar a falsa impressão de que a população só vê motivos para comemorar neste 1º de maio.

“Eu não entendo a tranqüilidade do povo”, afirmou o micro-empresário húngaro György Frank à BBC Brasil. “A gente realmente não sabe o que vai acontecer. Não se encontram informações.”

Para quem não entende húngaro, afirmação de Frank pode surpreender. Afinal, as ruas de Budapeste estão tomadas por cartazes com imagens da bandeira européia.

’Propaganda’

Na televisão, os canais de TV apresentam flashs curtos em horário nobre de celebridades comemorando a entrada na União Européia.

“É tudo propaganda a favor da entrada”, afirma o micro-empresário.

O ex-goleiro da seleção húngara Jozsef Szendrei, de 49 anos, engrossa o coro dos que prevêem dificuldades.

“Será difícil adaptar a mentalidade das pessoas. Custa muito tempo. Acho que os próximos anos serão difíceis”, afirma o ex-jogador do Málaga e do Cádiz, da Espanha.

Otimismo

Por outro lado, a auxiliar administrativa Henriette Konya, de 27 anos, não vê motivos para tanta preocupação.

“Estou muito feliz de entrar na UE. Vou ter muito mais possibilidades de trabalho”, afirma Konya. “Acho que muita gente tem medo de novidades.”

As opiniões de Frank e Konya ilustram bem as diferenças de opinião entre as gerações húngaras.

“De uma maneira geral, quanto mais velhos, menos otimistas. Os mais velhos acham que está acontecendo a mesma coisa que na época do comunismo, quando a Hungria teve que pedir ajuda aos países grandes”, sintetiza o jornalista Gergö Szabó, de 27 anos, que prevê dois ou três anos de dificuldades, mas depois progresso para o seu país.

Em um detalhe que talvez deva menos à coincidência do que ao pragmatismo, os organizadores das festividades de adesão à UE batizaram o evento que abre os trabalhos de Concerto Jovem Europa.

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