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Hungria festeja entrada na UE com medo de prejuízo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Se por um lado a Hungria vai comemorar a entrada na União Européia com pompa e circunstância, por outro, o governo húngaro ainda estuda formas de garantir que a passagem marcada neste 1º de maio não dê prejuízos para o país. A partir desta sexta-feira, começa uma maratona de festejos que culmina à meia-noite, quando um relógio de areia especialmente projetado para a ocasião será posto em funcionamento, marcando o tempo da Hungria na nova era européia. No entanto, o governo húngaro – que injetou quase 800 milhões de florins, ou cerca de R$ 10 milhões nas festas – admitiu em um estudo que o preço dessa nova era pode sair bastante salgado no primeiro ano. O documento do Ministério da Economia da Hungria prevê dois cenários para o período 2004/2005: um otimista, outro pessimista. Projeções Os custos previstos para as despesas se mantêm nos 157,4 bilhões de florins (R$ 1,9 bilhão) em ambas as projeções. O que muda é a previsão das entradas: no cenário otimista, o governo húngaro deve receber 194 bilhões de florins (R$ 2,4 bilhões) – criando um superávit de 36 bilhões de florins (R$ 457,5 milhões). A previsão pessimista, no entanto, fixa as entradas da UE para a Hungria em 111,2 bilhões de florins (R$ 1,3 bilhões). Dessa forma, o balanço ficaria negativo, custando 46,2 bilhões de florins (R$ 577,5 milhões) aos cofres húngaros. A enorme variação entre as duas projeções se deve à capacidade do governo húngaro de tirar proveito das verbas européias que estarão à disposição do país a partir de 1º de maio. Mesmo no cenário otimista, o governo húngaro prevê que não conseguirá aproveitar mais de a metade dos financiamentos à sua disposição. Investimentos A única parcela garantida por Bruxelas à Hungria a partir deste sábado é uma transferência de 44,7 bilhões de florins (R$ 558,7 milhões). A partir daí, tudo vai depender do poder de absorção da Hungria. Para liberar a maioria dos financiamentos, a UE exige uma contrapartida do próprio país – o que pode representar um obstáculo intransponível para países em dificuldades. Para países com pouca capacidade de investimento, a tentativa de separar bilhões do seu próprio orçamento na expectativa de conseguir linhas de crédito pode se transformar em um tiro que sai pela culatra. Em vez de destinar a verba existente para as necessidades do país, o dinheiro separado para alcançar as linhas de crédito da UE pode acabar ficando parado por meses – sem poder ser investido em nada. |
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