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Países do Leste Europeu querem lucrar com turista 'ocidental' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quem já não ouviu falar da beleza de Praga e Budapeste, provavelmente as cidades mais visitadas do leste europeu? Agora a expansão da União Européia vai colocar locais bem menos conhecidos no mapa do turismo. Em alguns locais, a indústria do turismo já vem crescendo nos últimos anos. A Estônia, por exemplo, um dos países bálticos, recebeu, no ano passado, 3,38 milhões de turistas estrangeiros. Um aumento de 4% em comparação com 2002. O aumento, em muitos casos, se deve ao fato de que várias empresas de turismo na Europa Ocidental passaram a oferecer pacotes de viagem para locais ainda não explorados nos futuros membros da UE. É o caso da Cox & Kings, em Londres, que há um ano e meio começou a oferecer pacotes para Cracóvia, na Polônia, e, desde março acrescentou Tallin, na Estônia, e Riga, na Letônia, como opções. “Cracóvia se tornou um destino bem popular pela mesma razão que esperamos que Tallin faça o mesmo: é diferente e ainda bem mais barata que Praga, Budapeste ou mesmo a Rússia”, afirma Angela Bailey, representante da Cox & Kings.
A entrada na União Européia não irá, com certeza, provocar um aumento imediato no número de turistas, mas espera-se que a expansão facilite o movimento de pessoas e torne esses países mais conhecidos. Inexplorados O escocês Paul Gun é gerente de um bar em Tallin. Para ele, a cidade ainda está por ser descoberta. “Todo mundo parece ver os países bálticos apenas como parte da antiga União Soviética e nem os reconhece como países individuais”, afirma ele. No caso dos países bálticos, a grande parte de turistas ainda continua vindo da Escandinávia, principalmente da Finlândia. Mas o quadro começa a mudar aos poucos. Na Estônia, o número de turistas de países como Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha no ano passado aumentou em média 20%.
“Não há dúvida de que Tallin, por exemplo, pode se tornar a nova Praga”, diz ele. “É só uma questão de eles conseguirem se promover adequadamente, porque, quando você volta pra casa, muita gente na verdade pergunta onde fica esse lugar.” Apelo histórico Para Tim Campbell, da agência de viagens britânica Fregata, que é especializada no leste europeu, os novos membros da UE oferecem algo diferente para o turista. “Muitas pessoas já visitaram a maior parte das principais cidades na Europa ocidental e provavelmente Praga e Budapeste”, afirma ele. “Agora elas estão em busca de alguma coisa um pouco diferente.” Os novos membros têm, com certeza, muita história para oferecer. Desde o passado medieval das capitais dos bálticos - o centro histórico de Tallin, por exemplo, data do século XIII - até curiosidades mais recentes. Preparados? Mas será que esses países têm a infra-estrutura necessária para receber um número maior de turistas? Rasa Indruineta, que trabalha em um hotel no centro de Vilnius, a capital da Lituânia, acredita que sim. “Nós últimos anos, pelo menos dez novos hotéis foram abertos só em Vilnius”, diz ela. O inglês Andrew Francis, já esteve em Tallin e Riga e neste ano decidiu visitar a capital lituana. “Eu acho que esses países têm a infra-estrutura necessária.”, diz ele. “A língua pode ser um problema, mas, fora isso, esses locais têm tudo o que todo mundo quer.” |
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