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África do Sul celebra dez anos do fim do apartheid | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, tomou posse para o seu segundo mandato nesta terça-feira, dia que marca a celebração de dez anos de democracia multirracial no país. Cerca de 40 mil convidados assistiram à cerimônia, em Pretória - entre eles, figuras-chave na transição do apartheid, como os ex-presidentes Nelson Mandela e Frederik de Klerk. "A pobreza continua a desfigurar a cara do nosso país. Será sempre impossível dizer que a dignidade de toda a nossa população foi totalmente restaurada enquanto essa situação persistir", disse Mbeki no discurso de posse. O presidente sul-africano destacou o progresso e as dificuldades enfrentadas pelo país nos últimos dez anos, assim como os desafios que ainda devem aparecer. A população vibrou com a chegada de Mandela e de sua mulher, Graça Machel. Mais de 40 presidentes, a maioria africanos, também compareceram à cerimônia. Festa O partido de Mbeki, o Congresso Nacional Africano (CNA), recebeu a maioria dos votos nas eleições do dia 14 de abril. Devido à comemoração desta terça-feira, o Partido da Liberdade Inkhata anunciou que vai abandonar os protestos na província de KwaZulu-Natal sobre irregularidades nas eleições. "Nunca foi nossa intenção atrapalhar as comemorações de nossa primeira década de democracia", disse o líder do partido, Mangosuthu Buthelezi. O dia 27 de abril é conhecido como o Dia da Liberdade e simboliza o fim do regime segregacionista liderado pela minoria branca sul-africana e o início de uma democracia multirracial. A comemoração desta terça-feira inclui procissões militares, concertos e danças. Após a posse do presidente, uma peça de uma hora de duração seria apresentada, mostrando os sucessos da África do Sul após o fim do apartheid. Segurança A segurança do evento foi reforçada devido à presença de convidados ilustres, como o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, aliado regional de Mbeki. Oficiais da Fifa, que deve decidir em breve se a África do Sul sediará a Copa do Mundo de 2010, também estão presentes. "Eu tenho certeza de que, quando Mandela tomou posse em 1994, as pessoas achavam que a África do Sul ia entrar em colapso", disse o gerente do evento, Billy Domingo. "Mas vejam o que está acontecendo aqui: trabalhadores, artistas e oficiais são brancos e negros, e estão juntos." |
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