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CNA comemora 'maior vitória' da era pós-apartheid | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido do governo na África do Sul, Congresso Nacional Africano (CNA), comemorava nesta sexta-feira o que deve ser a sua maior vitória eleitoral desde o fim do aparthaid no país, há dez anos. Com 76,7% dos votos das eleições de quarta-feira apurados, o CNA estava à frente com 69,6%. Se a tendência for mantida, pela primeira vez o CNA terá sozinho força suficiente para aprovar qualquer emenda à Constituição que desejar. O partido do presidente Thabo Mbeki obteve pouco mais de 66% dos votos nas eleições de 1999 e 64% no pleito de 1994, quando Nelson Mandela levou o CNA à vitória nas primeiras eleições democráticas da África do Sul. Um porta-voz do partido, Smuts Ngonyamadisse, disse que "um furacão passou pela política sul-africana". Nenhum dos partidos de oposição obteve um número significativo de votos da maioria negra no país. A Aliança Democrática, principal partido de oposição, que concentra os votos dos brancos, obtinha 12,7% dos votos no último boletim parcial. Um correspondente da BBC em Johanesburgo afirma que a eleição foi pacífica e, de maneira geral, bem organizada. Essa foi a terceira eleição multirracial do país. O índice de comparecimento às urnas, pouco mais de 70%, foi inferior ao de eleições anteriores. |
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