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Filas desde cedo marcam eleição sul-africana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os sul-africanos acordaram cedo para ir às urnas, na terceira eleição geral do país desde o fim do apartheid, há dez anos. Às 3h da manhã, quatro horas antes do início da votação, já havia filas em muitas seções eleitorais. No final da manhã desta quarta, a maioria das seções já tinha filas que davam voltas nos quarteirões. O presidente Thabo Mbeki, candidato à reeleição, votou em Pretória, assim que sua seção eleitoral foi aberta. Ele disse que esta quarta-feira é "o dia em que os sul-africanos podem se fazer ouvir". O Congresso Nacional Africano, o partido do governo, deve vencer por larga margem, com cerca de 70% dos votos, segundo pesquisas de opinião. Mandela O ex-presidente Nelson Mandela, antecessor de Mbeki, votou um pouco mais tarde, no Transvaal Automóvel Club, em Johanesburgo. Mandela se disse "em estado de graça" por ter a oportunidade de votar mais uma vez. Aos 85 anos, apoiado em uma bengala, ele riu quando questionado em quem votara. O candidato da Aliança Democrática, Tony Leon, também votou cedo, em Johanesburgo. A Aliança Democrática, de maioria branca, é o principal partido de oposição e está em segundo lugar nas pesquisas, com cerca de 10% das intenções de voto. "Estou me sentindo forte. Agora, está nas mãos do povo", disse ele. Nas seções mais populosas, como as de Soweto, um bairro pobre na periferia de Johanesburgo, a previsão é de que a espera na fila de votação ultrapasse três horas. A votação termina às 21 horas. A apuração começa logo em seguida, e o Comitê Eleitoral Independente deve ter os primeiros resultados na manhã de quinta-feira. |
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