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Violência faz ONU suspender repatriação de iraquianos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU suspendeu a repatriação de refugiados iraquianos que estão no Irã por causa da violência no Iraque. O processo deveria ser retomado em breve, mas a decisão foi revista depois dos atentados que mataram 68 pessoas na quarta-feira em Basra, no sul do Iraque. "Íamos retomar o processo de repatriação nos próximos dias, mas, com o que aconteceu em Basra, é impossível fazê-lo", afirmou o diretor da agência para refugiados da ONU no Irã, Philippe Lavanchy, à BBC Brasil. Lavanchy explica que os motoristas de caminhões que deveriam transportar os fugiados até Basra temem pela sua segurança. Antes da guerra, havia 200 mil refugiados iraquianos no Irã. Com a queda de Saddam Hussein, 70 mil voltaram espontaneamente para o Iraque e 6 mil retornaram com a ajuda da ONU. Temores Do restante, cerca de 30 mil querem voltar imediatamente ao Iraque, mas foram desaconselhados pela ONU, por causa dos temores em relação à segurança no país. Lavanchy diz que a ONU não espera que, com a deterioração da situação no Iraque, haja um novo fluxo de refugiados para países vizinhos. O diretor da agência de refugiados acrescenta, no entanto, que a ONU mantém "em todo caso" um estoque de suprimentos de assistência a refugiados. "No Iraque, nós nunca sabemos o que vai acontecer", afirmou Lavanchy. |
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