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ONU aprova inquérito sobre corrupção em programa no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU aprovou a realização de um inquérito para investigar denúncias de irregularidades em torno do programa de troca de petróleo por alimentos no Iraque. O programa vigorou quando Saddam Hussein estava no poder e o país era alvo de sanções internacionais, mas agora não existe mais. No entanto, Claude Hankes-Drielsma, assessor do Conselho de Governo do Iraque, disse à BBC que o programa permitiu que o líder iraquiano comprasse influência no exterior. Segundo Hankes-Drielsma, o regime de Saddam Hussein gastou um total de US$ 10 bilhões na venda ilegal de petróleo ou em suborno a empresas estrangeiras, jornalistas e autoridades. "O Programa Petróleo por Alimentos deu a Saddam Hussein um canal conveniente através do qual ele comprou apoio internacionalmente", afirmou o assessor do Conselho. De acordo com Hankes-Drielsma, uma importante fonte de renda foi uma porcentagem de 10% acrescida a cada fatura do programa. Cooperação O Conselho de Segurança defendeu um inquérito de amplo alcance e pediu que todos os governos cooperem com a investigação. O britânico Hankes-Drielsma disse, no entanto, que alguns países do Conselho de Segurança se beneficiaram com suborno e são "parte do problema". O programa foi a maior operação humanitária já realizada pelas Nações Unidas e tinha o objetivo de ajudar a população civil do Iraque. Recentes informações divulgadas pela imprensa apontaram o envolvimento de indivíduos e companhias de mais de 40 países, inclusive um alto funcionário da ONU, em corrupção e suborno ligados à venda de petróleo. A votação para a abertura do inquérito foi realizada após um pedido neste sentido do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Annan disse que uma resolução do Conselho de Segurança era necessária para dar uma base política firme para a investigação e incentivar países-membros a cooperar com ela. A investigação será encabeçada pelo ex-presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Paul Volcker. Segundo as denúncias, funcionários da ONU e do governo do Iraque tiraram benefícios pessoais do programa. Pelo projeto, que vigorou entre 1996 e 2000, a ONU supervisionava a venda de quantias limitadas de petróleo iraquiano, que enfrentava um embargo internacional. O dinheiro arrecadado só podia ser utilizado para a compra de um volume limitado de bens, principalmente alimentos. |
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