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EUA dão ultimato e prevêem invasão de Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército americano deu um ultimato aos combatentes da cidade de Falluja, afirmando que se eles não entregarem suas armas nos próximos dias a cidade será invadida pelas tropas dos Estados Unidos. Apesar do ultimato, o James Conway afirmou que não acredita em uma rendição ou na colaboração dos iraquianos - o que significa que uma ação militar deverá ser necessária. Cerca de mil soldados extras estão sendo enviados como reforço à cidade para essa eventual invasão. As tropas americanas e os rebeldes iraquianos estabeleceram um cessar-fogo nesta semana em Falluja, mas os combates não pararam completamente e desde quarta-feira foram retomados com violência. Entre quarta-feira e esta quinta-feira, pelo menos 39 iraquianos morreram em combates, segundo os americanos. Seqüestrados Em outras regiões do país, a tensão continua, embora também nesta quinta-feira três estrangeiros seqüestrados tenham sido libertados. Entre eles está um palestino seqüestrado no começo do mês quando viajava com um passaporte israelense. A libertação do palestino foi anunciada pela embaixada palestina em Bagdá e confirmada por seu empregador, uma empresa de pesquisas americana. O governo suíço também informou que dois de seus cidadãos foram libertados no sul do Iraque depois de serem mantidos como reféns por 48 horas por um grupo desconhecido. Cerca de 50 estrangeiros foram seqüestrados no Iraque nas últimas semanas. Um refém italiano foi morto por seus seqüestradores. Um dinamarquês foi encontrado morto um dia depois de ter sido capturado. Rebelados Ainda nesta quinta-feira, o general americano Martin Dempsey disse que cerca de 10% dos novos oficiais da polícia iraquiana, treinada pelas forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos, se tornam rebeldes. Segundo Dempsey, outros 40% deixam seus postos após o treinamento, e os 50% restantes "continuam firmes e fortes". O militar afirma que a adaptação é difícil para algumas das pessoas que se juntaram às forças de segurança do país porque eles esperavam lidar com uma hierarquia iraquiana e não americana. Apesar dos problemas, o general – que comanda a 1ª Divisão Armada do Exército americano – disse acreditar que o apoio dos civis iraquianos às forças de coalizão permanece alto. Já as empresas Siemens e GE, duas das mais poderosas envolvidas na reconstrução do Iraque, suspenderam a maior parte de seu trabalho no país por causa da contínua insurgência. As informações foram dadas por jornais americanos, citando autoridades do governo provisório do Iraque. Mas as duas empresas dizem que não vão discutir projetos ou números de pessoas envolvidas nas operações por razões de segurança. Numa reportagem do jornal The New York Times, integrantes do governo no Iraque disseram que a redução nas operações da GE já está afetando a eficiência com a qual a Autoridade Provisória deveria funcionar. |
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