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Atualizado às: 13 de abril, 2004 - 16h48 GMT (12h48 Brasília)
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Chega a 40 número de reféns no Iraque, dizem EUA
italianos que teriam sido sequestrados
Grupo de italianos foi mostrado pela TV AL-Jazeera
Um porta-voz das forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos anunciou que há 40 reféns de 12 países diferentes no Iraque. Esse número representa quase o dobro do que vinha sendo estimado.

O porta-voz, Dan Senor, disse que o FBI (a polícia federal americana) está trabalhando com as forças da coalizão para localizar os seqüestrados e os seqüestradores.

Mais cedo nesta terça-feira, foram libertados três russos e cinco ucranianos seqüestrados por rebeldes na noite de segunda-feira no Iraque.

Pouco depois, o governo da Itália anunciou que quatro guardas de segurança de cidadania italiana que trabalham para uma empresa no Iraque estão desaparecidos.

Italianos

O canal de TV Al-Jazeera mostrou imagens de quatro italianos e seus supostos captores, que pediram a retirada de tropas italianas do Iraque.

Os russos e ucranianos libertados nesta terça estavam em Bagdá para realizar serviços de reparo de estações de eletricidade e haviam sido capturados no quintal da casa em que se encontravam, na capital iraquiana.

O incidente provocou forte crítica do Ministério das Relações Exteriores da Rússia contra a deterioração da situação de segurança no Iraque.

Moscou pediu o fim das ações militares no país e o início imediato de um processo de paz envolvendo representantes de todas as orientações políticas iraquianas.

Sete chineses que tinham sido seqüestrados perto da cidade de Falluja no domingo também foram libertados.

Pescadores

Imagens dos chineses também foram mostradas pela rede de TV árabe Al-Jazeera. Eles estavam sorrindo e pareciam estar bem de saúde.

Xu Jang, um funcionário de embaixada da China em Bagdá, disse que dois dos reféns haviam ficado feridos em um acidente de carro durante o seqüestro, mas que, tirando isso, todos no grupo estavam “bem”.

“Eu acho que, em breve, eles irão para casa”, completou Xu.

Não está claro o que os sete homens, com idades entre 18 e 49 anos, estavam fazendo no Iraque.

Fontes chinesas acreditam que eles eram fazendeiros e pescadores que conseguiram empregos no Iraque por meio de contatos pessoais.

Paradeiro ignorado

News image
Paradeiro de seqüestrados japoneses ainda é desconhecido

Entre os outros civis seqüestrados estão dois jornalistas tchecos e três japoneses.

Um diplomata japonês afirmou que não houve nenhum progresso, apesar do fim do prazo dado pelos seqüestradores para a execução de um dos três japoneses.

O prazo terminou às 10 horas da manhã, horário de Brasília, da segunda-feira.

"Não tivemos nenhum progresso até agora e nem confirmação sobre a segurança ou onde estariam os três", disse o diplomata.

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