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Atualizado às: 12 de abril, 2004 - 23h36 GMT (19h36 Brasília)
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Comandantes dos EUA no Iraque pedem reforços
Rifle Kalashnikov
Ataques de insurgentes mais do que dobraram nos últimos dias
Comandantes militares americanos no Iraque pediram reforços ao Pentágono para tentar conter a escalada de ataques de rebeldes no país.

A informação foi confirmada pelo diretor do Comando Central militar dos Estados Unidos, que responsável pelas operações no Iraque, general John Abizaid.

Segundo Abizaid, serão necessárias pelo menos duas brigadas militares. "Pedi essencialmente para ter um forte contingente de armas de combate móvel", disse o general.

De acordo com especialistas citados pela agência de notícias France Presse, os reforços deverão representar o envio de mais dez mil americanos ao Iraque.

Al-Sadr

Apesar de relatos de que milícias leais ao líder xiita Moqtada al-Sadr estariam se retirando de delegacias, conforme exigência americana, Abizaid disse que mais soldados foram enviados para a área ao sul da cidade de Najaf, onde Al-Sadr está refugiado, e insistiu que é preciso "matar ou capturar" o clérigo xiita.

O general americano também se disse decepcionado com o desempenho das forças iraquianas nos combates contra insurgentes xiitas.

Informações não confirmadas pelos Estados Unidos indicam que Al-Sadr retirou suas milícias de delegacias em três cidades da região.

Segundo a France Presse, enviados de autoridades xiitas teriam ido visitar Al-Sadr na tentativa de reduzir as tensões entre ele e as tropas de ocupação. A delegação incluiria o filho do aiatolá Ali Sistani, de perfil moderado e tido como o mais importante líder xiita do Iraque.

Os enviados teriam discutido com Al-Sadr a possibilidade de apontar um mediador fora do Conselho de Governo Iraquiano – que foi indicado pelos Estados Unidos – para mediar as diferenças entre o clérigo xiita e os americanos.

Sadr é procurado pela Justiça iraquiana sob a acusação de envolvimento no assassinato de um clérigo xiita rival, no ano passado.

Fase violenta

O pedido de mais tropas coincide com a fase mais violenta desde a queda de Saddam Hussein, há um ano.

Nas últimas duas semanas, aumentaram os ataques a estrangeiros, com seqüestros praticamente diários de civis.

Segundo outro general americano, Mark Kimmitt, vice-diretor de operações militares da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque, cerca de 70 soldados e 700 iraquianos foram mortos nos últimos 12 dias.

Agências humanitárias estimam que o número chegue a 1,2 mil pessoas – o que significaria que mais pessoas morreram nos últimos 12 dias do que em qualquer outro mês do pós-guerra.

Na área sunita, o cessar-fogo com os rebeldes em Falluja foi qualificado de "tênue" pelo general Ricardo Sanchez, o chefe de operações militares terrestres da coalizão.

Segundo Sanchez, ainda há ataques e negociações para estabelecer uma trégua duradoura não passaram das "discussões iniciais".

Já o general Kimmitt negou que a ofensiva militar contra Falluja tenha sido uma "punição coletiva", afetando insurgentes e civis.

"A punição coletiva é imposta sobre as pessoas de Falluja por aqueles terroristas e covardes que se escondem em mesquitas, hospitais e escolas e usam mulheres e crianças como escudos", afirmou Kimmitt.

De acordo com hospitais locais, mais de 600 iraquianos morreram e mil ficaram feridos em Falluja em combates entre tropas da coalizão e rebeldes em Falluja.

O general admitiu que o número de ataques diários tem ficado em torno de 50 a 70, o que equivale ao dobro ou o triplo do que a média de meses atrás.

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