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Atualizado às: 12 de abril, 2004 - 15h42 GMT (11h42 Brasília)
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Conflitos no Iraque podem ter matado mais de mil em 12 dias
cemitério improvisado em Falluja
Mortos estão sendo enterrados em cemitério improvisado em campo de futebol
Depois de mais de uma semana de confrontos em diferentes partes do Iraque, o general americano Mark Kimmitt, vice-diretor de operações militares da coalizão liderada pelos Estados Unidos, afirmou que cerca de 70 soldados da coalizão liderada pelos Estados Unidos e 700 iraquianos foram mortos nos últimos 12 dias.

Kimmit não quis especular sobre o número de civis mortos, mas três hospitais de Bagdá foram evacuados na segunda-feira para receber e tratar pessoas em estado crítico vindas de Falluja.

De acordo com o diretor do principal hospital de Falluja, 600 civis iraquianos morreram e mais de mil ficaram feridos.

Agências humanitárias estimam que o número de feridos pode chegar a 1,2 mil em Falluja desde que os ataques americanos começaram, no dia 05 de abril. Entre os feridos, foram contabilizadas 243 mulheres e 200 crianças.

Cessar-fogo

Há informações de que negociações para manter um frágil cessar-fogo em Falluja continuam.

De acordo com o general Kimmit, em Bagdá, a situação em Falluja é calma, mas atiradores estão usando escolas e mesquitas como esconderijos e continuam atirando em soldados da coalizão.

Mediadores estão tendo dificuldades para negociar uma solução, mas militares da coalizão afirmam que as conversas estão ainda em sua fase preliminar e se preparam para reiniciar uma ofensiva, se necessário.

Segundo Kimmitt, os fuzileiros americanos estão dando uma chance à mediação para restaurar "o controle iraquiano legítimo" à cidade de Falluja, que é um bastião sunita a oeste de Bagdá.

Mas ele acrescentou "que os fuzileiros estão prontos para continuar a operação e completar a destruição das forças inimigas em Falluja".

Reféns

De acordo com a agência Associated Press (AP), rebeldes libertaram nove reféns de várias nacionalidades no domingo.

Um porta-voz do Comitê do Clero Islâmico, um grupo de acadêmicos que está tentando negociar a libertação dos reféns, anunciou a libertação dos nove, mas disse que não sabia nada sobre os três reféns japoneses seqüestrados na semana passada.

Oito dos nove reféns apareceram no canal árabe de televisão, Al-Jazeera, domingo.

Entre os oito estão dois turcos, três paquistaneses, um nepalês, um filipino e um indiano. Não há informações sobre a nacionalidade do nono refém libertado.

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