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Rebeldes iraquianos libertam oito reféns estrangeiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de iraquianos armados anunciou neste domingo a libertação de oito estrangeiros que eram mantidos reféns pelos rebeldes. Em um vídeo exibido pela emissora árabe de televisão por satélite Al-Jazeera, os iraquianos afirmaram que estavam libertando os reféns - três paquistaneses, dois turcos, um indiano, um nepalês e um filipino - em resposta a um pedido de clérigos muçulmanos. Os rebeldes disseram ainda que os reféns prometeram deixar de cooperar com as forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos. Horas antes, o britânico Gary Teeley, capturado há seis dias por militantes rebeldes na cidade iraquiana de Nasiryah, também havia sido libertado. Pelo menos outros seis estrangeiros, no entanto, ainda são mantidos reféns pelos rebeldes iraquianos - incluindo três civis japoneses, um árabe-canadense, um árabe-israelense e um americano. Relatos indicam que outros estrangeiros teriam sido seqüestrados no Iraque, mas não há confirmação. Reféns japoneses Uma autoridade japonesa envolvida nas negociações para a libertação dos reféns japoneses afirmou que o diálogo atingiu um "estágio sensível". Em imagens exibidas por emissoras de TV árabes, os reféns aparecem com facas no pescoço e os seqüestradores ameaçam começar a matar os reféns caso o Japão se recuse a retirar suas tropas do Iraque. A agência de notícias japonesa Kyodo, no entanto, afirma que um negociador informou ao governo do Japão que os reféns estão "seguros". Em outro vídeo enviado a emissoras árabes, rebeldes iraquianos ameaçaram matar o refém americano Thomas Hamill caso as forças americanas não encerrem o cerco militar formado em torno da cidade de Falluja.
A mulher de Hamill, que vive no Estado americano de Mississippi, disse à agência de notícias Associated Press que seu marido trabalhava para a empresa americana de engenharia e construção Kellogg Brown & Root, uma divisão do grupo Halliburton. Além dos estrangeiros seqüestrados, há informações de outros desaparecidos. Dois deles são agentes de segurança alemães, vistos pela última vez quando o comboio em que viajavam foi atacado, na última quarta-feira, em uma estrada que liga Bagdá à Jordânia. Um repórter do jornal londrino The Sunday Telegraph disse ter visto os corpos de dois alemães que tiveram o veículo em que viajavam atingido por mísseis perto de Falluja. Dois soldados americanos também desapareceram depois que o comboio em que viajavam foi atacado ao oeste de Bagdá na última sexta-feira. Outros reféns Os outros dois reféns confirmados estão em poder de rebeldes iraquianos que afirmam pertencer a um grupo chamado Ansar Al-Din. Um dos reféns é Fadi Ihsan Fadel, um canadense de 33 anos que trabalha para o Comitê de Resgate Internacional, baseado em Nova York. Fadel foi capturado na cidade de Najaf, no sul do Iraque, na última quarta-feira. O outro refém é Nabil George Razuq, um árabe-israelense que trabalha para o grupo Research Triangle International, uma organização não-governamental americana com um contrato de reconstrução no Iraque. Na última sexta-feira, rebeldes iraquianos afirmaram que tinham capturado quatro italianos e dois americanos nos subúrbios do oeste de Bagdá. As autoridades na Itália, no entanto, afirmam não ter registrado o desaparecimento de nenhum de seus cidadão no Iraque. No sábado, um grupo iraquiano desconhecido disse que tinha 30 reféns estrangeiros, que seriam mortos caso as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos não deixassem o país. Em uma mensagem em vídeo, os rebeldes afirmavam que o grupo de reféns incluía japoneses, búlgaros, americanos, israelenses, espanhóis, coreanos e italianos, entre outros. No entanto, nenhum refém apareceu no vídeo e as alegações do grupo não foram confirmadas. |
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