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Powell reconhece surpresa com resistência no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, reconheceu que a resistência de milicianos sunitas e xiitas à intervenção militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque está sendo mais forte do que a esperada. Ele disse que as tropas americanas estão tendo dificuldade em lidar com os rebeldes, mas insistiu que não há planos de mudança na data estabelecida para entrega de poder sobre o país aos iraquianos, 30 de junho. Os Estados Unidos anunciaram as mortes de pelo menos 42 de seus soldados no Iraque desde o domingo passado. Nesta sexta-feira os confrontos entre tropas da coalizão e rebeldes iraquianos prosseguiram em diversas regiões do país. Falluja Pelo menos dois soldados americanos e um número incerto de civis desapareceram depois de um ataque contra um comboio em Bagdá. De acordo com a agência de notícias Associated Press, duas pessoas morreram no ataque. O comboio estaria levando combustível e teria ocorrido uma grande explosão depois. A rede de TV árabe Al-Jazeera informou que pelo menos nove pessoas morreram. Em Falluja, uma cidade de maioria sunita a oeste de Bagdá, os choques prosseguiram mesmo depois de os Estados Unidos anunciarem que estavam adotando uma trégua de 24 horas. “Nós paramos (com os ataques), mas o inimigo continuou nos atacando na zona oeste da cidade”, disse o major americano Pete Farnun, um dos comandantes das forças que estão em Falluja. Um membro do conselho de governo interino iraquiano disse que está havendo um “genocídio” na cidade, depois que médicos de Falluja anunciaram que 450 pessoas morreram e mil ficaram feridas na cidade nesta semana. Três iraquianos foram mortos em combates com soldados da Espanha e de El Salvador nas cidades de Kufa e Najaf. Também foram registrados confrontos na cidade de Mosul, no norte do país, e explosões e disparos em Bagdá. Os rebeldes iraquianos mantêm como reféns vários estrangeiros, entre eles três japoneses, dois palestinos e um canadense. Oposição política A oposição política as ações da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque aumentou nesta sexta-feira, com a renúncia de dois membros do Conselho Interino de governo, indicados pelos Estados Unidos. Um terceiro membro anunciou que estava suspendendo sua participação no conselho depois de ter tido um encontro com o clérigo xiita Moqtada Al-Sadr, líder de uma milícia que está combatendo soldados da coalizão em vários pontos do país. Em um sermão lido por um assessor na cidade de Kufa, Al-Sadr disse que os Estados Unidos não podem mais se apoiar na presença de Saddam Hussein ou de armas de destruição em massa para permanecer no Iraque. Ele advertiu que as forças americanas estão enfrentando a oposição de todo o povo iraquiano, e pediu que os Estados Unidos retirem seus soldados do país para evitar uma revolução. Aliados e Rússia O presidente americano, George W. Bush, telefonou para líderes de alguns dos principais países que fazem parte da força de coalizão - El Salvador, Espanha e Polônia - para discutir a escalada da violência. O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que a coalizão militar está enfrentando sua “mais séria” ameaça desde o final oficial da guerra no Iraque, em maio do ano passado. Por outro lado, a Rússia pediu aos Estados Unidos que abandone o que qualificou de “uso desproporcional de força” no Iraque. O governo de Moscou também disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) não deve se envolver nos esforços para manter a paz no Iraque até que os Estados Unidos restabeleçam a segurança no país.
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