|
Exército do Iraque se nega a 'combater' do lado americano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um alto oficial das forças americanas no Iraque disse que um batalhão do novo Exército iraquiano se negou a combater ao lado das tropas dos Estados Unidos durante os conflitos na cidade de Falluja. Uma reportagem no diário Washington Post afirma que a unidade com 620 homens recusou um chamado para ir a Falluja após ter sido alvo de tiros num bairro xiita de Bagdá. Foi a primeira vez que os comandantes americanos tentaram utilizar a seu favor forças iraquianas em combates de grande porte no pós-guerra. Segundo relatos, os soldados disseram que "não se alistaram na nova força para enfrentar iraquianos". Desafios Para o general Ricardo Sanchez, que comanda as forças terrestres dos Estados Unidos no país, o episódio revela os desafios existentes para o novo Exército do Iraque, que vem sendo treinado para passar a operar após a transferência de soberania em junho. Os iraquianos deveriam cumprir tarefas secundárias em Falluja, como a observação em postos de controle e ajudando no cerco ao redor da zona de combate. Aparentemente, porém, eles não foram informados sobre isso e acreditavam que teriam de abrir fogo contra seus compatriotas. O general Paul Eaton, que coordena o desenvolvimento do novo Exército, disse ao Washington Post que houve uma "falha de comando". Ele se negou a caracterizar o acontecido como um motim. Os comandantes americanos disseram ainda que o episódio lança dúvidas sobre como será o controle da segurança no Iraque após os americanos transferirem a soberania de governo à população local. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||