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Governo provisório pede cessar-fogo imediato no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo provisório apontado pelos Estados Unidos no Iraque exigiu neste sábado um cessar-fogo entre os grupos rebeldes e as forças lideradas pelos americanos no país. Um dos principais comandantes americanos no Iraque, o general Mark Kimmitt, afirmou que os Estados Unidos estão prontos para um cessar-fogo bilateral com o "inimigo", como ele definiu os grupos xiitas e sunitas. O general americano afirmou que é interesse dos Estados Unidos que as negociações sejam iniciadas, para que o Iraque reestabeleça um legítimo controle sobre Falluja, assim como sobre outras cidades iraquianas. Segundo o general, no entanto, os seus soldados sempre terão o direito de se defender. Colin Powell A declaração do general ocorreu horas depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, reconhecer que a resistência de milícias sunitas e xiitas à ocupação liderada pelos americanos no Iraque está sendo mais forte do que a esperada. O governo provisório iraquiano pediu uma "solução política" para a tensão na cidade de Falluja e outras regiões do Iraque. O secretário de Estado americano admitiu que as tropas dos Estados Unidos estão tendo dificuldade em lidar com os rebeldes. O secretário, no entanto, insistiu que não há planos de mudança na data estabelecida para entrega de poder aos iraquianos, marcada para 30 de junho. Mortes Os Estados Unidos anunciaram as mortes de pelo menos 42 de seus soldados no Iraque desde o domingo passado. Desde o início da ocupação, mais de 600 soldados já morreram. Os confrontos entre tropas da coalizão e rebeldes iraquianos prosseguem neste sábado em diversas regiões do país. Em Kerbala, no sul, milhares de religiosos xiitas participam de um festival religioso. A coalizão liderada pelos Estados Unidos já afirmou que não há como garantir a segurança de tantas pessoas. A situação é mais grave em Falluja. Um membro do conselho de governo interino iraquiano disse que está havendo um “genocídio” na cidade, depois que médicos de Falluja anunciaram que 450 pessoas morreram e mil ficaram feridas na cidade nesta semana. Três iraquianos foram mortos em combates com soldados da Espanha e de El Salvador nas cidades de Kufa e Najaf. Também foram registrados confrontos na cidade de Mosul, no norte do país, e explosões e disparos em Bagdá. Os rebeldes iraquianos mantêm como reféns vários estrangeiros, entre eles três japoneses, dois palestinos e um canadense. O Japão enviou neste sábado um negociador à Jordânia, com o objetivo de tentar assegurar a libertação dos três japoneses mantidos como reféns de grupos rebeldes. Os seqüestradores afirmaram que vão matar os três, caso as tropas japonesas não se retirem do Iraque até domingo. A demanda foi negada pelo primeiro-ministro do Japão Junichiro Koizumi. Outros quatro cidadãos italianos podem ter sido capturados por rebeldes no Iraque, segundo fontes ligadas ao governo italiano. Mas o Ministério das Relações Exteriores da Itália ainda não confirmou a informação. Mais dois soldados americanos estão desaparecidos. Aliados e Rússia O presidente americano, George W. Bush, telefonou na sexta-feira para líderes de alguns dos principais países que fazem parte da força de coalizão - El Salvador, Espanha e Polônia - para discutir a escalada da violência. O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que a coalizão militar está enfrentando sua “mais séria” ameaça desde o final oficial da guerra no Iraque, em maio do ano passado. Por outro lado, a Rússia pediu aos Estados Unidos que abandone o que qualificou de “uso desproporcional de força” no Iraque. O governo de Moscou também disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) não deve se envolver nos esforços para manter a paz no Iraque até que os Estados Unidos restabeleçam a segurança no país.
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