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Tropas podem ter que ficar mais tempo no Iraque, diz Rumsfeld | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse nesta quarta-feira que o aumento dos confrontos entre soldados americanos e rebeldes no Iraque não vai desviar os planos dos Estados Unidos no país. Rumsfeld disse que as forças da coalizão militar que ocupa o Iraque não perderam o controle sobre a situação, mas ressaltou que alguns soldados americanos podem ser solicitados a permanecer no país mais tempo do que esperavam. Ele também disse que este é um momento importante para o Iraque, que estaria enfrentando, segundo ele, um “teste de vontades”. Os violentos confrontos dos últimos dias no Iraque deixaram mortos mais de cem iraquianos e pelo menos 30 soldados da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. Sunitas Nesta quarta-feira, as forças americanas, que enfrentam grupos xiitas e sunitas em diferentes regiões do Iraque, bombardearam uma mesquita na cidade de Falluja, matando pelo menos um iraquiano. Depois do ataque, foi divulgado que quarenta pessoas haviam morrido, mas posteriormente o número foi desmentido pelas forças armadas americanas.
Foi em Falluja, uma cidade em que a maioria da população é formada por muçulmanos sunitas, que quatro americanos foram brutalmente mortos e queimados na semana passada, chocando os americanos. Mais choques também foram registrados na cidade vizinha de Ramadi, onde 12 fuzileiros navais dos Estados Unidos haviam sido mortos na terça-feira. Mais ao norte, em Hawija, oito iraquianos foram mortos em mais confrontos. Xiitas Em Karbala, mais ao sul, soldados poloneses entraram em choque com milicianos xiitas ligados ao clérigo Moqtada Al-Sadr, cuja prisão foi pedida pela coalizão. Um dos assessores do clérigo foi morto no ataque. Forças ucranianas foram obrigadas a se retirar da cidade de Kut, onde participaram de uma pesada troca de tiros com outros simpatizantes de Al-Sadr. De acordo com o secretário Rumsfeld, um número pequeno de iraquianos está participando dos ataques contra os militares estrangeiros. De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono Chris Childs, Rumsfeld fez as declarações em uma coletiva organizada às pressas – o que poderia ser um sinal de como o governo Bush está preocupado com os últimos acontecimentos no Iraque. |
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