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Presença dos EUA no Iraque segue 'inabalável', diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que a presença americana no Iraque permanece "inabalável". "Estamos firmes e vamos vencer", disse Bush, por intermédio do porta-voz Scott McClellan, depois de ser informado sobre a morte de 12 fuzileiros americanos por rebeldes iraquianos na cidade de Ramadi, a oeste de Bagdá. "O presidente lamenta cada uma de nossas baixas", afirmou o porta-voz. O ataque ocorreu em mais um dia de combates em várias regiões do Iraque entre muçulmanos xiitas e sunitas e as forças da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no país. Ramadi fica no chamado "triângulo sunita", um reduto de resistência contra as forças militares estrangeiras. 'Em guerra' Ainda segundo o porta-voz do governo americano, Bush deve se informar melhor sobre os confrontos em uma videoconferência com o Conselho de Segurança Nacional americano nesta quarta-feira. Para o correspondente da BBC Justin Webb, baseado em Washington, o discurso presidencial teve um tom de comunicado de guerra, uma vez que a Casa Branca volta a entrar em um "ritmo de conflito armado". Ainda com relação aos conflitos, o secretário de Estado, Colin Powell, criticou o senador democrata Edward Kennedy, que descreveu o Iraque como "o Vietnã de Bush". Powell pediu que Kennedy fosse mais comedido em seus comentários porque os Estados Unidos "estão em guerra". Segundo um porta-voz do Pentágono, dezenas de insurgentes participaram do ataque em Ramadi, onde um número significativo de pessoas também teriam ficado feridas. Rumsfeld O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que os comandantes militares americanos no Iraque vão receber todos os reforços que quiserem, no caso de pedirem reforços. Segundo Rumsfeld, os comandantes americanos no Iraque estão constantemente revendo a necessidade de mais soldados. "São os conselhos deles que devemos seguir nessas coisas", disse o secretário, de acordo com a agência Associated Press. Rumsfeld fez as declarações depois de um encontro com o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, na cidade de Norfolk, no Estado americano da Virgínia. O secretário disse que, até o momento, os comandantes militares americanos no Iraque não manifestaram o desejo de que reforços sejam enviados e que, por enquanto, não há planos de enviar mais soldados ao país. Na entrevista, Rumsfeld também reiterou que, independentemente da situação no Iraque, os Estados Unidos continuam comprometidos em entregar o poder sobre o país a autoridades iraquianas em 30 de junho. Falluja Após mais um dia de confrontos, soldados americanos capturaram parte da cidade de Falluja, centro de resistência dos muçulmanos sunitas. O Exército dos Estados Unidos armou uma grande operação militar na cidade para tentar capturar os responsáveis pelas mortes de quatro civis americanos na semana passada. Cerca de 1,2 mil militares isolaram a área e estão realizando ações, mas têm enfrentado resistência de militantes armados com metralhadoras e bazucas. Há violência também em áreas xiitas, onde as forças de ocupação enfrentam milícias leais ao religioso Moqtada Sadr pelo terceiro dia consecutivo. Sadr continua cercado por seguidores armados na cidade santa de Najaf. A milícia de Sadr, conhecida como o Exército Mehdi, realizou manifestações violentas e atacou forças lideradas pelos americanos em várias cidades do Iraque. Alguns outros desdobramentos dos combates nesta terça-feira no Iraque: • Tropas italianas mataram 15 iraquianos em confrontos com militantes xiitas na cidade de Nasiriya. Por outro lado, um caminhoneiro búlgaro foi morto quando seu comboio foi atacado perto da cidade. • Um soldado ucraniano foi morto e cinco foram feridos em combates com militantes em Kut, ao sul de Bagdá, segundo declaração do Ministério da Defesa da Ucrânia. • Dois soldados poloneses e três combatentes búlgaros foram feridos durante um tiroteiro perto da cidade de Karbala, de acordo com um porta-voz militar da Polônia. • Há relatos de combates na cidade de Amara, no sul do país, onde a segurança está a cargo de tropas britânicas. Confrontos no local deixaram 12 iraquianos mortos nas últimas 48 horas. A falta de segurança levou o Irã a alertar seus cidadãos para que não viajem ao Iraque, segundo a mídia oficial iraniana. Mais de 50 pessoas morreram desde que os distúrbios atribuídos a Sadr começaram, no sábado. |
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