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'Inteligência poderia ter sido melhor', diz Rice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, reconheceu que cooperação entre os serviços de inteligência poderia ter sido melhor antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Em um depoimento à comissão independente que investiga os ataques, ela disse ainda que impedimentos legais impossibilitaram a troca de informações entre os vários serviços. Rice admitiu que o governo recebeu avisos sobre ameaças terroristas vários meses antes de 11 de setembro que falavam sobre um "grande ataque", mas eles eram "vagos", sem data, local ou a maneira como seria feito. No entando, a conselheira afirmou que não há "bala de prata" que pudesse ter evitado os ataques. 'Mais eficiência' Rice destacou, no entanto, que o novo Departamento de Segurança Nacional estava trabalhando, agora, de uma forma que "coordena com mais eficiência os dados". A Casa Branca chegou a proibir o testemunho de Rice diante da comissão, que tem o objetivo de examinar as circunstâncias dos ataques e esclarecer as lições deixadas pelo episódio. Mas o governo americano voltou atrás e permitiu o depoimento. "Tragicamente, apesar de todo o palavreado de guerra usado antes do 11 de setembro, o país simplesmente não estava em pé-de-guerra." Rice disse ainda que, da mesma forma que a Segunda Guerra Mundial, os ataques de 11 de setembro mudaram a estrutura de segurança americana, mas reconheceu que "mais avanços ainda precisam ser feitos". Clinton A conselheira também disse à comissão independente que a administração Bush manteve os conselheiros do governo do ex-presidente Bill Clinton enquanto desenvolvia sua própria estratégia para lidar com a Al-Qaeda. Ela disse que a estratégia consistia em trabalhar junto com governos de outros países para lutar contra os terroristas da Al-Qaeda em terra, além de operações secretas e corte dos fundos que financiavam o grupo. Rice ainda afirmou que a resposta à ameaça da rede Al-Qaeda foi "insuficiente" por mais de 20 anos. Ao reconhecer que o governo americano havia ignorado a ameaça da rede Al-Qaeda por todo esse tempo, a conselheira afirmou que "os terroristas estavam em guerra contra os Estados Unidos, mas nós não estávamos em guerra contra eles". Ela também disse que o presidente George W. Bush entendia bem a ameaça da Al-Qaeda: antes de 11 de Setembro, ele recebeu mais de 40 documentos referentes ao grupo. Bush queria desenvolver uma estratégia para eliminar tal ameaça, segundo Condoleezza. A conselheira disse à comissão que o presidente americano não pretendia responder a ataques individuais como aqueles que ocorreram. Bush, contou a conselheira, estava "cansado de mata-moscas". |
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