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Atualizado às: 08 de abril, 2004 - 14h46 GMT (10h46 Brasília)
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Rice: Avisos sobre 'grande ataque' eram 'vagos'
Condoleezza Rice
Resposta à ameaça da rede Al-Qaeda foi 'insuficiente'
A conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, admitiu que o governo recebeu avisos sobre ameaças terroristas vários meses antes de 11 de setembro que falavam sobre um "grande ataque", mas eles eram "vagos", sem data, local ou a maneira como seria feito.

Condoleezza, que está prestando depoimento em uma audiência pública da comissão independente que investiga os ataques de 11 de setembro de 2001, disse que, se qualquer coisa pudesse ter sido feita para prevenir os ataques de 11 de Setembro, seria uma "melhor rede de informações sobre ameaças de atentados dentro dos Estados Unidos".

Segundo a conselheira, questões legais impediram que agências trocassem informações. Ela destacou, no entanto, que o novo Departamento de Segurança Nacional estava trabalhando, agora, de uma forma que "coordena com mais eficiência os dados".

Condoleezza disse que, assim como na Segunda Guerra Mundial, os ataques de 11 de Setembro mudaram a estrutura de segurança americana, mas reconheceu que "mais avanços ainda precisam ser feitos".

Condoleezza também disse à comissão independente que a administração Bush manteve os conselheiros do governo do ex-presidente Bill Clinton enquanto desenvolvia sua própria estratégia para lidar com a Al-Qaeda.

Ela disse que a estratégia consistia em trabalhar junto com governos de outros países para lutar contra os terroristas da Al-Qaeda em terra, além de operações secretas e corte dos fundos que financiavam o grupo.

20 anos

Condoleezza Rice ainda afirmou que a resposta à ameaça da rede Al-Qaeda foi "insuficiente" por mais de 20 anos.

Ao reconhecer que o governo americano havia ignorado a ameaça da rede Al-Qaeda por todo esse tempo, a conselheira afirmou que "os terroristas estavam em guerra contra os Estados Unidos, mas nós não estávamos em guerra contra eles".

Ela também disse que o presidente George W. Bush entendia bem a ameaça da Al-Qaeda: antes de 11 de Setembro, ele recebeu mais de 40 documentos referentes ao grupo.

Bush queria desenvolver uma estratégia para eliminar tal ameaça, segundo Condoleezza. A conselheira disse à comissão que o presidente americano não pretendia responder a ataques individuais como aqueles que ocorreram.

Bush, contou a conselheira, estava "cansado de mata-moscas".

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