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Atualizado às: 01 de abril, 2004 - 17h50 GMT (13h50 Brasília)
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Espanha identifica principal suspeito de atentados em Madri
Sarhane Ben Abdelmajid Fakhet
Justiça diz que 'Tunisiano' começou a pregar 'guerra santa' em Madri
A Justiça espanhola revelou nesta quinta-feira que um tunisiano, para quem um mandado de prisão internacional foi emitido, é o líder dos suspeitos de envolvimento nos atentados realizados em Madri no dia 11 de março.

Documentos judiciais afirmam que Sarhane Ben Abdelmajid Fakhet é "o líder e coordenador" dos suspeitos pelos ataques. Além dele, o marroquino Jamal Ahmidan também é procurado como suspeito de liderar o grupo responsável pelos atentados.

Os dois estão na lista de seis suspeitos procurados pela Justiça da Espanha. Um dos mandados de prisão diz que Fakhet, conhecido como o Tunisiano, começou a pregar uma "guerra santa" em Madri na metade de 2003.

Os outros quatro suspeitos procurados, acusados de colocar as bombas em mochilas nos trens que foram alvo dos ataques, também são marroquinos e foram identificados como Said Berraj, Agdennabi Kounjaa e os irmãos Mohammed e Rachid Oulad Akcha.

Investigações

O juiz Juan del Olmo, encarregado de liderar as investigações sobre os atentados, afirmou que os seis suspeitos são procurados por assassinato e por "pertencer a um grupo terrorista".

Fotos dos seis suspeitos procurados pela Justiça espanhola
Justiça espanhola divulgou fotos e nomes dos seis procurados

Del Olmo disse ainda que as bombas utilizadas nos ataques foram preparadas em uma casa em uma área semi-rural, nos arredores de Madri, alugada por um dos suspeitos.

No dia 11 de março, 13 mochilas carregadas de explosivos foram deixadas em quatro movimentadas estações de trem de Madri. Pelo menos 191 pessoas foram mortas e 1,8 mil ficaram feridas.

O ministro do Interior da Espanha, Angel Acebes, identificou o Grupo Combatente Islâmico Marroquino como principal alvo das investigações, mas insistiu que outras organizações "terroristas" não foram descartadas.

Tráfico

Autoridades envolvidas nas investigações afirmam acreditar que o tráfico de drogas foi a principal fonte de recursos para financiar os ataques.

A imprensa local afirma que Jamal Ahmidan, acusado de ligações com a organização Al-Qaeda, foi originalmente recrutado por radicais islâmicos quando cumpria uma pena de prisão no Marrocos por tráfico de drogas.

Ahmidan também é acusado de levar um carregamento de haxixe para o norte da Espanha, no fim de fevereiro, para obter em troca mais de 100 quilos de explosivos roubados de uma mina da região.

Atualmente, a polícia espanhola mantém sob custódia 19 pessoas envolvidas nas investigações, incluindo 11 marroquinos ou espanhóis nascidos no Marrocos, dois indianos, dois espanhóis e três sírios.

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