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Annan manifesta 'remorso' por mortes em Ruanda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que ele e a comunidade internacional deveriam ter feito mais para evitar o genocídio em Ruanda. Uma cerimônia realizada na ONU nesta sexta-feira marcou os dez anos da ocorrência do genocídio, em que cerca de 800 pessoas foram mortas por extremistas no país. “A comunidade internacional é culpada de pecados da omissão”, disse Annan. “Eu acreditava, na época, que eu estava dando o melhor de mim", continuou. "Mas eu percebi depois do genocídio que havia mais que eu poderia e deveria ter feito mais para fazer soar o alarme e reunir apoio.” Conselho O genocídio ocorreu quando Annan era o diretor das forças de paz da ONU. Mas o Conselho de Segurança não autorizou um reforço no pequeno contingente de tropas enviado ao país na época – o que poderia ter evitado os crimes. Em abril de 2000, o Conselho admitiu responsabilidade por não ter evitado o genocídio. Falando na cerimônia nesta sexta-feira, o ministro do Exterior do Canadá, Bill Graham, disse que, mesmo dez anos depois dos crimes, a comunidade internacional ainda não aprendeu como evitar que tais matanças ocorram de novo. “Nos falta a vontade política de alcançar o necessário consenso para colocar em vigor o tipo de medidas que evitariam que um novo Ruanda acontecesse”, disse Graham. |
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