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Advogados da corte internacional de Ruanda fazem greve
Advogados de defesa do Tribunal Criminal Internacional de Ruanda, que julga os genocídios ocorridos no país em 1994, iniciaram uma greve de três dias nesta quarta-feira. A greve causou o adiamento de três julgamentos na corte localizada na cidade de Arusha, na Tanzânia. Os advogados dizem que o tribunal tende a se posicionar a favor da acusação e um deles disse à BBC que ”um julgamento justo é impossível”. O tribunal nega as acusações. Dificuldades Há 46 acusados no processo que investiga o massacre de 800 mil pessoas de etnia Tutsi, e Hutus moderados. O julgamento de um dos acusados de comandar o massacre, Theoneste Bagosora, é um dos adiados. Um dos grevistas, o advogado Christopher Black, disse à BBC que o Tribunal Criminal Internacional de Ruanda está sendo usado como uma ferramenta política pelos Estados Unidos. "O tribunal nos quer aqui para que pareça ter legitimidade, mas não quer que representemos os suspeitos de acordo." Acusação Ele disse que os investigadores de defesa não tiveram acesso aos mesmos fundos dados aos times da promotoria. Os advogados também querem acesso aos nomes das testemunhas de acusação. Black negou que os grevistas estejam interessados em conseguir mais dinheiro da ONU para si próprios, insistindo que a ação está sendo tomada para proteger os interesses de seus clientes. Correspondentes da BBC informam que o tribunal apressou seu trabalho nos meses mais recentes e já condenou 17 pessoas em oito anos. O governo de Ruanda acusou o tribunal de ser lento e ineficiente. |
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