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Caos aumenta nas ruas da capital do Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A capital do Haiti, Porto Príncipe, está sendo palco de cenas de caos, com a expectativa de que rebeldes realizem uma ofensiva nas próximas horas. O correspondente da BBC na cidade Stephen Gibbs disse que a população está realizando saques e que alguns corpos de pessoas aparentemente assassinadas por vingança estão jogados nas ruas. Há informações de que equipamentos no valor de centenas de milhares de dólares teriam sido roubados no porto da cidade. Gibbs disse ainda que houve um aumento significativo no número de roubos de carros e armas em Porto Príncipe. As empresas aéreas comerciais deixaram de operar na capital, deixando presas no país muitas pessoas que pretendiam deixar o Haiti. Navios dos EUA As autoridades americanas anunciaram que estão colocando de prontidão três navios da Marinha para possível envio ao Haiti. Os navios, com potencial de levar a bordo até 2 mil fuzileiros navais, seriam usados no caso de se tornar necessário retirar do Haiti os funcionários da embaixada e outros cidadãos americanos que ainda estão no país. Apesar de os barcos terem sido mobilizados, as autoridades americanas disseram que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre quando enviá-lo ao país. O líder rebelde Guy Phillipe disse nesta sexta-feira que tem planos de bloquear todas as entradas por terra e por mar de Porto Príncipe, antes de tomar a cidade. Por outro lado, ele revelou que tem a intenção de comemorar seu aniversário de 36 anos, neste domingo, na capital haitiana. Mais duas cidades Os rebeldes, que já controlam mais da metade do país, teriam tomado mais duas cidades nesta sexta-feira: no sul, Les Cayes, considerada a terceira maior do país; e Mirebalais, na região central, a cerca de 40 km de Porto Príncipe.
A oposição política e armada do Haiti exige a renúncia do presidente Jean-Bertrand Aristide, a quem acusam de corrupção, de desrespeito aos direitos humanos e de ter sido beneficiado em eleições supostamente fraudulentas, realizadas em 2000. Mas o presidente voltou a reiterar nesta sexta-feira que não tem a intenção de deixar o poder. Simpatizantes do presidente Aristide ergueram barricadas nas ruas da capital se preparando para uma ofensiva rebelde e se reuniram do lado de forma do Palácio Presidencial para manifestar seu apoio a ele. Em Paris, uma delegação do governo haitiano se reuniu com o ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, que apresentou um novo plano para solucionar a crise no país. O plano francês sugere a formação de um governo de unidade nacional sem a participação do presidente Aristide. |
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