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Atualizado às: 25 de fevereiro, 2004 - 22h58 GMT (19h58 Brasília)
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Mais estrangeiros tentam deixar capital do Haiti
Simpatizantes de Jean-Bertrand Aristide
Simpatizantes armados do presidente Aristide estão se preparando para combater rebeldes
Um número cada vez maior de estrangeiros está deixando o Haiti, com o aumento dos temores de que os rebeldes que já controlam mais da metade do país ataquem a capital, Porto Príncipe.

Simpatizantes armados do presidente Jean-Bertrand Aristide ergueram barricadas com carros queimados em vários pontos da capital.

O correspondente da BBC em Porto Príncipe Stephen Gibbs disse que grupos de simpatizantes, usando máscaras, têm realizado bloqueios nas ruas. Eles estariam parando os carros, ameaçando e às vezes roubando os passageiros.

Gibbs disse ainda que, embora o aeroporto internacional de Porto Príncipe permaneça aberto, o simples ato de ir até ele se tornou perigoso.

Segundo a agência de notícias France Presse, duas lojas de venda de carros na capital foram saqueadas nesta quarta-feira.

França

A ONU (Organização das Nações Unidas) está retirando do país todos os seus funcionários não-essenciais, que pediram escolta de fuzileiros navais americanos para sua jornada ao aeroporto.

Enquanto isso, vários países estão tomando medidas para tirar do Haiti seus cidadãos.

O correspondente da BBC disse que o Canadá enviou um pequeno grupo de soldados para proteger canadenses à medida que eles deixam o país, enquanto a Espanha está enviando um avião fretado.

Haiti: terra sem lei
Rebeldes armados que querem a saída do presidente controla mais da metade do Haiti

Nesta quarta-feira, o ministro do Exterior da França, Dominique de Villepin, pediu o envio "imediato" de uma força civil internacional ao Haiti para restaurar a ordem no país.

Ele também acusou o presidente Aristide de ter culpa no desenvolvimento da atual situação, mas não chegou a pedir sua renúncia.

"Ele tem grande responsabilidade pela situação corrente. Está nas mãos dele tirar conclusões dentro dos limites da lei", disse Villepin.

Bush

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que seu país apoiará o envio de uma força de paz ao país, mas apenas depois que um acordo de paz seja alcançado entre a oposição e o governo.

"Uma vez que haja o acordo político", disse Bush, "nós vamos incentivar a comunidade internacional a fornecer a força de segurança".

Bush lançou uma advertência aos haitianos que pensam em fugir por barco para os Estados Unidos que a guarda costeira americana irá forçá-los a voltar ao Haiti.

O presidente americano disse ainda que o Departamento de Estado continua negociando com a oposição política para que ela aceite uma proposta de solução política apresentada no fim de semana.

A proposta rejeitada pela oposição política nesta terça-feira, prevê um enfraquecimento da posição de Aristide, mas não sua saída do poder, com vêm exigindo os oposicionistas.

Em 1994, os Estados Unidos enviaram cerca de 20 mil soldados para o Haiti para reconduzir ao poder Jean-Bertrand Aristide, afastado da Presidência em um golpe de Estado.

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