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Fuzileiros americanos chegam à capital do Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de 50 fuzileiros navais americanos chegou nesta segunda-feira ao Haiti para proteger a embaixada dos Estados Unidos na capital do país, Porto Príncipe. Os marines seguiram num comboio para embaixada, enquanto a cidade se prepara para uma possível ofensiva dos rebeldes que controlam aproximadamente metade do país. Simpatizantes do presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide ergueram barricadas em diferentes partes da capital haitiana, como perto do aeroporto e do palácio presidencial. Os rebeldes, que tomaram no domingo Cap Haitien, a segunda maior cidade do país, teriam atacado uma delegacia no norte de Porto Príncipe. Pressão O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, decidiu dar mais 24 horas para que representantes da oposição política do Haiti avaliem uma proposta apresentada por representantes estrangeiros para solucionar a crise no país. Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe Stephen Gibbs, a proposta - que sugere a formação de um novo governo de coalizão, mas prevê que o presidente Aristide permaneça no poder - estava prestes a ser rejeitada pela oposição. No entanto, depois de terem recebido uma ligação telefônica do próprio Colin Powell, eles teriam concordado em avaliar a proposta mais uma vez. A oposição política e armada no Haiti exige a saída de Aristide, a quem acusam de corrupção, de desrespeito aos direitos humanos e de ter sido beneficiado em eleições supostamente fraudulentas, no ano 2000. Gibbs disse que a oposição política está sob pressão para aceitar uma saída política para a crise porque, do contrário, uma saída violenta parece inevitável. O presidente insiste que irá ficar no poder até o final de seu atual mandato, em 2006. |
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