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Oposição no Haiti analisa proposta de acordo de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes da oposição no Haiti estão analisando o plano de paz para o país apresentado no sábado por mediadores internacionais. A proposta prevê que o presidente Jean-Bertrand Aristide permaneça no cargo até o final de seu mandato, em 2006. No entanto, o primeiro-ministro Yvon Neptune seria substituído. O plano foi aceito por Aristide, mas encontrou resistência por parte da oposição, que exige a renúncia do presidente. Segundo o ministro das Relações Exteriores de Bahamas, Fred Mitchell, os líderes da oposição "não teriam dito nem sim nem não" para o plano. Uma resposta definitiva será dada na segunda-feira. Governo transitório O acordo limita o poder de Aristide e aumenta a participação da oposição na tomada de decisões do governo. De acordo com a proposta, apresentada por diplomatas da América do Norte, Europa e Caribe, Aristide continuaria no cargo como parte de um novo governo de transição. A proposta prevê a participação de representantes da oposição no processo de escolha de um novo primeiro-ministro e também em outras decisões do governo transitório. Além disso, se for aceita pelos dois lados, a proposta abre caminho para o envio de tropas de paz para o Haiti, que contariam com o apoio da França e da Organização dos Estados Americanos (OEA). O plano foi apresentado a Aristide durante um encontro de duas horas neste sábado com os integrantes da delegação internacional. Segundo o correspondente da BBC no Haiti, Stephen Gibbs, a viagem dessa delegação representa um importante esforço diplomático para impedir que o Haiti caia em uma situação de total anarquia. Mais de 50 pessoas já morreram desde que os conflitos no país se intensificaram no início do mês. |
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