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ONU analisa novo plano francês para o Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A França apresentou um novo plano para solucionar a crise política no Haiti, em um momento em que rebeldes parecem prestes a atacar a capital do país. O plano francês, que está sendo analisado por diplomatas na ONU (Organização das Nações Unidas), propõe cinco pontos de ação, entre eles o envio de uma força internacional de paz ao país e a concessão de assistência ao país para que possam se realizar eleições. Simpatizantes armados do presidente Jean-Bertrand Aristide ergueram barricadas em vários pontos da capital, Porto Príncipe, se preparando para a chegada dos rebeldes, que já controlam mais da metade do país. O correspondente da BBC em Porto Príncipe Stephen Gibbs disse que grupos de simpatizantes, usando máscaras, armaram bloqueios nas ruas. Eles estariam parando os carros, ameaçando e às vezes roubando os passageiros. Segundo a agência de notícias France Presse, duas lojas de venda de carros na capital foram saqueadas nesta quarta-feira. "Novo capítulo" O Conselho de Segurança da ONU deve ter uma reunião de emergência nesta quinta-feira para discutir a situação do Haiti. A Organização dos Estados Americanos também deve debater uma saída para a crise. O ministro do Exterior da França, Dominique de Villepin, pediu o envio "imediato" de uma força civil internacional ao Haiti para restaurar a ordem no país. Ele também disse que é hora de começar um novo capítulo na história do Haiti - uma declaração que foi interpretada por analistas como um pedido para que o presidente Aristide deixe o cargo. O correspondente da BBC disse que, nas últimas horas, um número crescente de estrangeiros que estavam no Haiti deixou o país. A ONU está retirando do país todos os seus funcionários não-essenciais, que pediram escolta de fuzileiros navais americanos para sua jornada ao aeroporto. Enquanto isso, vários países estão tomando medidas para tirar do Haiti seus cidadãos. De acordo com Stephen Gibbs, o Canadá enviou um pequeno grupo de soldados para proteger canadenses à medida que eles deixam o país, enquanto a Espanha está enviando um avião fretado.
Bush Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que seu país apoiará o envio de uma força de paz ao país, mas apenas depois que um acordo de paz seja alcançado entre a oposição e o governo. "Uma vez que haja o acordo político", disse Bush, "nós vamos incentivar a comunidade internacional a fornecer a força de segurança". Bush lançou uma advertência aos haitianos que pensam em fugir por barco para os Estados Unidos que a guarda costeira americana irá forçá-los a voltar ao Haiti. O presidente americano disse ainda que o Departamento de Estado continua negociando com a oposição política para que ela aceite uma proposta de solução política apresentada no fim de semana. A proposta rejeitada pela oposição política nesta terça-feira, prevê um enfraquecimento da posição de Aristide, mas não sua saída do poder, com vêm exigindo os oposicionistas. Em 1994, os Estados Unidos enviaram cerca de 20 mil soldados para o Haiti para reconduzir ao poder Jean-Bertrand Aristide, afastado da Presidência em um golpe de Estado. |
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