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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2004 - 08h33 GMT (05h33 Brasília)
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Rebeldes tomam 2ª maior cidade do Haiti
Oposição armada em Cap Haitien
Rebeldes tomaram o aeroporto e incendiaram delegacias de Cap Haitien
Os rebeldes armados no Haiti ocuparam a segunda maior cidade do país, Cap Haitien, considerada o último reduto do presidente Jean-Bertrand Aristide no norte.

A delegacia de polícia no centro da cidade foi incendiada e mais de 200 prisioneiros teriam fugido depois que a polícia abandonou a cidade.

Os rebeldes afirmam que vão marchar para a capital, Porto Príncipe, para tentar derrubar o presidente.

Um dos líderes rebeldes em Cap Haitien, Guy Philippe, teria dito à agência de notícias Associated Press que os dias de Aristide no poder estão contados.

''Acredito que em menos de 15 dias estaremos controlando o Haiti'', afirmou.

Outra rebelde, Gisele Buleti, afirmou ao Serviço Mundial da BBC que eles foram bem recebidos em Cap Haitien.

''Todos estavam esperando por isso. Ninguém quer que Aristide fique (no poder). Ele é simplesmente muito ruim para o povo'', disse.

Aeroporto

Os rebeldes afirmaram que cerca de 200 combatentes tomaram a cidade portuária de 500 mil habitantes e capturaram o aeroporto.

Pelo menos duas pessoas teriam morrido.

Todas as quatro delegacias de polícia, símbolos do poder de Aristide, foram saqueadas e incendiadas.

Segundo o correspondente da BBC no Haiti, Stephen Gibbs, se a tomada de Cap Haitien foi relativamente fácil, a situação vai ser diferente na capital, pois muitos acreditam que o ataque a Porto Príncipe deve ocorrer em breve e gangues armadas, leais à Aristide, estão pelas ruas, procurando por rebeldes.

Visita

A ação acontece em meio à visita de uma delegação internacional ao Haiti, que tenta conseguir apoio do governo e dos rebeldes para um plano de paz.

O presidente já aceitou a proposta, que prevê redução de seus poderes em um governo provisório.

Apesar de o plano de paz dar a representantes dos rebeldes um papel importante na tomada de decisões do governo, a oposição rejeitou o plano.

Mais de 50 pessoas morreram durante o conflito, que começou no início de fevereiro no Haiti.

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