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Grupo pró-Aristide monta barricadas na 2ª cidade do país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Simpatizantes armados do presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide, montaram barricadas nas entradas da cidade de Cap Haitien, no norte do país. Segundo as últimas informações obtidas pela BBC Brasil, os simpatizantes estariam patrulhando as ruas e prometendo resistir a qualquer tentativa dos rebeldes de tomar a cidade. A radio Metropole, de Porto Príncipe, informou que dois de seus repórteres que trabalhavam na cidade tiveram que deixá-la depois de receber ameaças por parte dos simpatizantes pró-Aristide. Durante a semana, surgiram informações não confirmadas de que os policiais da cidade, em pequeno número, disseram que não teriam como resistir a uma ofensiva rebelde em grande escala. Cap Haitien é a segunda cidade mais populosa do Haiti. Desde a segunda-feira, quando rebeldes tomaram a cidade de Hinch, no centro do país, Cap Haitien ficou praticamente isolada por terra. Os rebeldes já tomaram mais de dez cidades desde o dia 5 de fevereiro, quando iniciaram as invasões no oeste do país, com a tomada de Gonaives (quarta maior cidade do pais). Na Província central do país, há informações de que policiais estariam fugindo de inúmeras cidades, temendo ações rebeldes. Desde o dia 5 de fevereiro, mais de 50 pessoas já morreram em episódios de violência política no Haiti. A principal organização política de oposição do Haiti, a Convergência Democrática, anunciou nesta quinta-feira que não vai mais realizar um protesto contra Aristide em Porto Príncipe, a capital do país. O porta-voz da organização, Paul Denis, não divulgou os motivos da decisão. No entanto, ele disse que estudantes da cidade estão preparando para o mesmo dia uma festa de Carnaval de rua na capital haitiana, que deve se transformar em um ato de repúdio a Aristide. Na última manifestação que pediu a saída do presidente em Porto Príncipe, no domingo passado, milhares de estudantes tomaram as ruas. Eles chegaram a entrar em confronto com a tropa de choque da polícia, mas ninguém ficou ferido. Porto Príncipe, onde esta concentrada a maior parte dos cerca de 5 mil policiais do Haiti, tem vivido dias normais, apesar da turbulência política no interior. |
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