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Presidente do Haiti pede ajuda internacional | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, pediu ajuda à comunidade internacional para conter a revolta armada no país. Pelo menos 50 pessoas morreram em conflitos desde que a crise começou, no início de fevereiro. Aristide sugeriu que seja enviada uma força policial internacional, que seria coordenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), no que chamou de luta contra o terrorismo. A República Dominicana, que fechou sua fronteira com o Haiti, também pediu apoio internacional. O ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin, levantou a possibilidade de que uma força de paz internacional seja enviada ao Haiti. Violência Nesta terça-feira, há informações de que os rebeldes teriam tomado a maioria das estradas que dão acesso à região de Artibonite, no norte do país, principal área de produção de alimentos. Em Hinche, no centro do Haiti, os oponentes do presidente atacaram a delegacia de polícia, deixando três pessoas mortas, incluindo o chefe do distrito, Jonas Maxime. Desde o dia 5 de fevereiro, Gonaive, a quarta maior cidade do país, está sob controle de rebeldes armados. Os rebeldes e grupos oposicionistas querem que o presidente Aristide renuncie ao cargo. Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o presidente se negou a dar qualquer detalhe sobre os planos que seriam usados para lidar com a rebelião. Ele apenas disse que não pretende usar violência. “Um grupo de terroristas está acabando com a ordem democrática”, afirmou. “Nós temos a responsabilidade de usar a lei e o diálogo para achar um caminho de paz.” |
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