|
EUA estão 'decepcionados' com Aristide, diz Powell | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos estão "decepcionados" com a Presidência de Jean-Bertrand Aristide no Haiti, onde uma onda de violência iniciada em cinco de fevereiro já deixou pelo menos 49 mortos. No entanto, o secretário de Estado descartou o apoio americano à uma renúncia do Presidente, que vem sendo exigida por membros da oposição no país. "A posição da administração (americana) não é a mudança do governo. O presidente Aristide é o presidente eleito do Haiti", disse Powell ao Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, segundo a agência de notícias Reuters. Nesta sexta-feira, representantes dos Estados Unidos, de países do Caribe, da OEA (Organização dos Estados Americanos) e do Canadá devem se reunir em Washington para discutir a crise no Haiti. Medo de democracia A reunião deve avaliar o possível envio de policiais ao Haiti, para ajudar a controlar os rebeldes que controlam várias cidades no interior do país e trazer calma ao país. O país tem cerca de 5 mil policiais, para controlar uma população de aproximadamente 8 milhões. O Exército foi dissolvido após 1994. Nesse ano, os Estados Unidos enviaram milhares de soldados ao Haiti, com objetivo de reconduzir ao poder o presidente Aristide - que havia sido afastado em um golpe de Estado. Os americanos se retiraram do país em 1995 e Aristide, depois de um período fora da Presidência, foi reeleito em 2000, em eleições que foram consideradas fraudulentas pela oposição. Em uma entrevista exclusiva à BBC, Aristide disse que os oposicionistas que estão tomaram cidades haitianas são terroristas, que tem medo de democracia. "Se eles temem eleições, eles tem que trabalhar mais duro para que as pessoas votem por eles, não matar pessoas, e (assim) ter um ambiente indispensável para as eleições." Ele também pediu a ajuda da comunidade internacional para resolver a crise no Haiti. "Eu espero que a comunidade internacional continue a expressar o mesmo comprometimento para lutar contra o terrorismo ao ajudar o Haiti, dando apoio ao sistema democrático no Haiti, não deixando meu país enfrentar sozinho o terrorismo", disse o presidente. Protesto cancelado Líderes de oposição no Haiti criticaram simpatizantes de Aristide por terem agido para impedir a realização de uma passeata contra Aristide nas ruas da capital do país, Porto Príncipe. Os simpatizantes de Aristide armaram barricadas nas ruas e incendiaram pneus, além de terem lançado pedras nos membros da oposição que queriam fazer o protesto. A manifestação, então, foi cancelada devido ao temor de violência, e outra foi marcada para o domingo. Um líder da oposição, Andy Apaid, disse que os manifestantes contrários em Aristide em Porto Príncipe não são ligados a aos rebeldes que estão agindo no interior. De acordo com a correspondente da BBC em Porto Príncipe Claire Marshall, a manifestação teria sido a primeira da oposição na capital haitiana desde que rebeldes começaram a tomar cidades do interior do país, em cinco de fevereiro. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||