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Atualizado às: 10 de fevereiro, 2004 - 04h08 GMT (02h08 Brasília)
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Governo do Haiti retoma controle sobre cidade
Haitiana
Mulher foge da violência na cidade de Gonaives
O governo do Haiti anunciou ter retomado o controle sobre uma cidade portuária do oeste do país que havia sido tomada por membros da oposição ao presidente Jean-Bertrand Aristide.

Testemunhas disseram que policiais, com o apoio de helicópteros, entraram na cidade de Saint-Marc, a cerca de 105 km ao norte da capital haitiana, Porto Príncipe.

O primeiro-ministro, Yvon Neptune, voou para a cidade depois e lá fez um apelo para que a calma seja restaurada.

Mais cedo, Neptune havia acusado oposicionistas de estar planejando um golpe de Estado.

Gonaives

"A Força Nacional da Polícia, sozinha, não vai restaurar a ordem", disse Neptune, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Um porta-voz da oposição pediu uma intervenção estrangeira para evitar uma guerra civil no país e negou que as organizações que pedem a saída de Aristide estejam incentivando a violência.

Acredita-se que cerca de 40 pessoas tenham morrido em virtude da violência no país nos últimos cinco dias.

Segundo agências de notícias, os oposicionistas armados teriam entrado em confronto com forças leais ao governo em, pelo menos, dez cidades do país.

Para Yvon Neptune, a oposição deve desempenhar um papel em frear a violência e ajudar o país a realizar eleições limpas.

Mais ao norte, a polícia se retirou da cidade de Gonaives, que é controlada pelos oposicionistas desde a semana passada.

A maioria dos cerca de 200 mil habitantes da cidade teria fugido, temendo a violência.

Repercussão internacional

A França, da qual o Haiti se tornou independente em 1804, manifestou preocupação com os últimos desdobramentos da crise no país.

"Nossos funcionários no país estão trabalhando em conjunto com outras missões diplomáticas e consulares presentes", disse o porta-voz do Ministério do Exterior francês, Herve Ladsous.

Os Estados Unidos insistiram que os haitianos devem respeitar as leis.

"Os problemas no Haiti não vão ser resolvidos com violência e retaliação", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que a situação no país está sendo acompanhada com atenção pelo órgão, e que as Nações Unidas vão ampliar seu envolvimento no país "muito em breve".

A oposição no Haiti pede a renúncia do presidente Aristide, a quem acusam de ter sido reeleito no ano 2000 em eleições fraudulentas.

O presidente também é acusado de abusos de direitos humanos e corrupção.

Aristide concordou com a realização de eleições parlamentares no país, mais diz que pretende ficar no cargo até o final de seu mandato, em 2006.

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