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Rebeldes já controlam nove cidades no oeste do Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A rebelião popular continua a se espalhar no Haiti, onde os rebeldes já garantiram o controle de pelo menos nove cidade no oeste do país. Pelo menos 40 pessoas já morreram nos recentes enfrentamentos entre grupos armados e as tropas leais ao presidente Jean-Bertrand Aristide. Nesta segunda-feira, grupos armados bloquearam as ruas de Grand Goave, a 50 km ao sul da capital Porto Príncipe, e as pessoas saquearam lojas. A delegacia de polícia local foi depreada e queimada. Os policiais já haviam fugido do local na noite de domingo. A polícia já abandonou também pelo menos outros seis vilarejos da região: Ennery, Gros Morne, L'Estere, Anse Rouge, Petite Riviere de l'Artibonite e Trou du Nord. 'Golpe' O primeiro-ministro do Haiti, Yvon Neptune, acusou a oposição de estar planejando um golpe para tomar o poder. Neptune declarou que a oposição deveria atuar para controlar a situação e ajudar o país a realizar eleições. Um porta-voz da oposição negou que o seu movimento esteja apoiando a violência e defendeu uma intervenção internacional para evitar uma guerra civil. A França, que colonizou o Haiti no passado, disse estar muito preocupada com os acontecimentos – pediu às partes conflitantes que acertem uma trégua imediatamente. A instabilidade aumentou desde a última sexta-feira, quando rebeldes tomaram a quarta maior cidade do país, Gonaives. A polícia deixou a cidade, assim como a maioria dos seus 20 mil habitantes. O Haiti tem sido palco de confrontos políticos desde que o partido de Aristide obteve um ampla vitória em 2000 em eleições legislativas que a oposição denunciou como fraudulentas. A oposição exige a renúncia do presidente, que insiste em ficar até o fim do seu mandato, em 2006. |
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