|
Primeiro-ministro do Haiti alerta para golpe de Estado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Haiti, Yvon Neptune, acusou os grupos de oposição de tentar organizar um golpe contra o presidente Jean-Bertrand Aristide. Em entrevista a um canal de televisão, Neptune disse que os oposicionistas deveriam ajudar a conter a violência entre a população do país. Os choques mais recentes ocorreram na cidade de Saint Marc, onde rebeldes atearam fogo na delegacia de polícia. Testemunhas dizem ter presenciado saques em portos, com centenas de pessoas tendo roubado aparelhos de televisão e sacos de farinha dos navios. A instabilidade aumentou desde a última sexta-feira, quando rebeldes tomaram a quarta maior cidade do país, Gonaives. A polícia deixou a cidade, assim como a maioria dos seus 20 mil habitantes. O Haiti tem sido palco de confrontos políticos desde que o partido de Aristide obteve um ampla vitória em 2000 em eleições legislativas que a oposição denunciou como fraudulentas. A oposição exige a renúncia do presidente, que insiste em ficar até o fim do seu mandato, em 2006. Corpos espalhados As linhas de telefone foram cortadas em Gonaives, mas imagens na televisão mostram corpos espalhados pela cidade e homens armados caminhando pelas ruas. Pelo menos nove pessoas morreram como resultado da violência na cidade. As manifestações no Haiti se tornaram mais violentas nos últimos meses, especialmente em zonas rurais como Gonaives e Cap-Haitien. O Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (WFP, na sigla em inglês) alertou que o centro de distribuição de alimentos no Haiti fica em Gonaives e que a escalada da violência na região poderia intervir nos esforços para o combate à desnutrição no país. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||