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Líder rebelde do Haiti defende uso das armas contra Aristide | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Frente de Resistência Revolucionária de Artibonite convocou a população haitiana a “pegar em armas” e derrubar o presidente Jean-Bertrand Aristide. A Frente ocupa a cidade de Gonaives, no noroeste, desde 5 de fevereiro. O líder do grupo rebelde, Butter Metayer, declarou à agência France Presse que “a insurreição deve espalhar-se a todo o país". "Não vamos esperar até o fim fevereiro para marchar sobre Port-au-Prince e tirar Aristide do poder”, acrescentou ele, apelando à “população para ocupar todas as delegacias do país”. Gonaives, quarta cidade do Haiti, tem cerca de 200 mil habitantes. 50 mortos No início da semana, a polícia retomou o controle de outras cidades que tinham caído nas mãos de bandos armados. A violência provocou a morte de 50 pessoas. Metayer, de 33 anos, desmentiu quaisquer contatos com a oposição política do país. Ele afirmou que a Frente controlava “várias localidades do distrito de Artibonite, entre as quais Anse Rouge e Marchand-Dessailines”. Condição O líder rebelde declarou que estava pronto a entregar as armas ao próximo governo provisório que “poderá ser controlado pelas Nações Unidas e que se forme depois da saída de Aristide”. Metayer disse que havia apenas uma condição para a presença de tropas e de policiais estrangeiros no país: “que eles venham para desalojar Aristide”. Ele acusou “os responsáveis do Caricom (Comunidade dos países do Caribe) de serem “pagos por Aristide”. Acusou também as embaixadas ocidentais de não terem querido elaborar “relatórios desfavoráveis sobre Aristide em vez de mentiras a seu favor”. |
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