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"Al-Qaeda está conspirando no Iraque", dizem EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Al-Qaeda está tentando explorar o ódio entre os muçulmanos iraquianos como parte da sua luta contra as tropas dos Estados Unidos, segundo um documento revelado pelo governo dos Estados Unidos. Fontes oficias acreditam que o documento confiscado pelos americanos pelos é de autoria de Abu Musab Al-Zaquawi, um suspeito militante jordaniano ligado à organização de Bin Laden. A mensagem lamenta o fracasso da expulsão das tropas dos Estados Unidos do Iraque, mas sugere que o reacendimento do conflito entre xiitas e sunitas poderá resgatar a resistência. A maioria xiita do Iraque foi perseguida pelo regime de Saddam Hussein, um sunita. Partes do documento de 17 páginas foram enviadas para o jornal New York Times; sua autenticidade foi mais tarde confirmada pelo general dos Estados Unidos Mark Kimmit. Prazo A mensagem, aparentemente dirigida à liderança da Al-Qaeda, diz que os ataques contra alvos xiitas poderão criar um efeito de retorno contra os sunitas. Isso, por sua vez, radicalizará os sunitas, atraindo novos recrutas para as fileiras da Al-Qaeda. “Se conseguirmos arrastá-los (aos xiitas) para uma guerra sectária, isso acordará os sunitas que receiam a destruição e a morte às mãos dos xiitas”, afirma o documento. O autor da mensagem acrescenta que essa campanha deve começar na “hora zero”, quando os Estados Unidos entregarem o poder a uma administração iraquiana em junho. Referindo-se aos americanos como os “maiores covardes que Deus criou”, o documento diz: “O nosso inimigo está mais forte a cada dia, e as suas informações secretas aumentam”. “Temos de chegar à hora zero de forma a começar a controlar abertamente a terra à noite e depois disso de dia, se Deus quiser”, acrescenta o documento. Acusação antiga.
As circunstâncias em que a mensagem foi interceptada não foram reveladas – mas funcionários dos Estados Unidos dizem que estava contida num disco de computador capturado durante uma operação numa casa em Bagdá, em meados de janeiro. A apreensão teria coincidido com a prisão de Hassan Gul, no Iraque, um paquistanês suspeito de trabalhar como mensageiro para a Al-Qaeda. Zarqawi foi acusado pelos Estados Unidos de organizar uma série de ataques no Iraque. O autor da mensagem interceptada admite responsabilidade por “25 dessas operações, algumas delas contra os xiitas e os seus líderes, os americanos e os seus militares e a polícia…” Quando discursava nas Nações Unidas antes da guerra do Iraque, o secretário de Estado Colin Powell disse que Zarqawi estava no Iraque e que a sua presença mostrava que o regime de Saddam Hussein colaborava com a Al-Qaeda. A acusação foi rejeitada pelo governo de Saddam Hussein e por Ansar al-Islam, o grupo radical islâmico no norte do Iraque, em relação ao qual Zarqawi é tido como um aliado. |
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