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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2004 - 09h32 GMT (07h32 Brasília)
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Democratas usam estratégias para o 'Super-Sete'

John Kerry
Kerry vai viajar constantemente entre os estados em que ocorrerão as prévias da semana que vem
Os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos adotaram nos últimos dias estratégias claras para tentar ganhar impulso em suas campanhas para as primárias desta terça-feira.

Enquanto John Kerry optou por se dividir em vários Estados com o objetivo de solidificar sua posição como líder após vitórias em Iowa e New Hampshire, outros candidatos optaram por fazer campanhas em poucos Estados.

Um dos casos mais claros é o de John Edwards. O senador passou os últimos dias na Carolina do Sul, onde considera “obrigatório” vencer nesta terça-feira.

“Eu não acho que Edwards vai sair da disputa se perder aqui. Mas eu acho que ele vai ficar ferido se perder por uma grande margem”, disse Todd Shaw, cientista político da Universidade da Carolina do Sul.

Edwards e Clark

“Eu acho que se ele ficar cabeça a cabeça com Kerry e terminar em um segundo lugar próximo, não seria ótimo para ele, mas eu acho que ele continuaria, como vem dizendo.”

“Obviamente ele seria um excelente vice, se Kerry fosse o indicado”, completou.

Outro candidato que decidiu priorizar um Estado é Wesley Clark. Embora tenha gasto significativamente em propagandas veiculadas na TV em outros Estados, como na Carolina do Sul, nos últimos dias o ex-general passou mais tempo fazendo campanha em Oklahoma.

Lá, recentes pesquisas indicam que Clark está disputando a liderança com Kerry.

Mona Lyne, outra cientista política da Universidade da Carolina do Sul, acredita que Clark vai abandonar a disputa “se não ganhar nenhuma (prévia).”

“Isso porque, se ele não ganhar na terça-feira, o dinheiro para financiar campanhas vai para quem ficou em primeiro e segundo lugar. As doações para a campanha vão acabando. Foi o que aconteceu com Howard Dean.”

“Ele gastou muito no início, mas o dinheiro não está chegando com a mesma velocidade que antes. E também as pessoas que trabalham nas campanhas começam a ficar desanimadas se não (o candidato) não ganhar.”

Dean

Depois de afastar o seu diretor de campanha, responsável por uma bem-sucedida iniciativa para arrecadar fundos por meio da internet, e adiar o pagamento de sua equipe de campanha, Howard Dean decidiu adotar uma estratégia diferente.

Em vez de concentrar seus esforços nos sete Estados em que haverá votação nesta terça-feira, o ex-governador de Vermont optou por visitar menos esses Estados e ir a outros onde serão realizadas primárias ou cáucus a seguir.

Nos últimos dias, ele esteve em Michigan e Washington, que realizam prévias no próximo sábado, e em Wisconsin, que tem votação na semana que vem. “É um risco político”, disse Todd Shaw.

“O problema das primárias é que não é apenas uma questão de ganhar o voto dos delegados. É também de ganhar embalo.”

“Foi o que aconteceu com John Kerry, que venceu as disputas anteriores e criou uma percepção pública de que ele é lider, o que ajuda a ganhar mais votos. Vai ser difícil para Howard Dean reverter isso”, disse.

E completou: “Acho que Dean já desistiu de formas que ele ainda não anunciou publicamente, por causa da diminuição de sua verba de campanha.”

Lieberman e Sharpton

Quando Joe Lieberman ficou em quinto lugar nas primárias de New Hampshire, analistas chegaram a predizer que ele – que deixou de participar no cáucus de Iowa para se concentrar na campanha no Estado – iria abandonar a disputa.

Mas isso não aconteceu e, nos últimos dias, o senador concentrou seu tempo e verbas no Estado de Delaware, onde está em jogo o destino de 15 delegados democratas.

Para a cientista política Margarita Martin, o mau desempenho de Joe Lieberman mostra que os eleitores não estão se sentindo atraídos por candidatos que defendem uma postura mais de centro.

“Existe a percepção de que a plataforma defendida por ele (Lieberman) é republicana demais. Que ele até se parece a Bush”, explicou ela.

Como aconteceu depois de New Hampshire, novamente analistas acham que Lieberman pode abandonar a corrida caso não tenha um bom desempenho nas prévias desta terça-feira.

“Se ele é pragmático, vai sair”, disse Todd Shaw.

Outros dois pré-candidatos que tiveram desempenho fraco nas prévias até agora, Al Sharpton e Dennis Kucinic, também até o momento não deram sinais de que pretendem abandonar a disputa.

No caso de Al Sharpton, pesquisas indicam que ele tem um apoio significativo do eleitorado negro da Carolina do Sul, onde ele realizou campanha nos últimos dias.

“O Sharpton quer colocar alguns temas na campanha, a questão racial. É bom para a imagem dele continuar. Quem sabe até ele possa ser candidato a presidente, mas numa próxima oportunidade”, disse Mona Lyne.

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