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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2004 - 09h15 GMT (07h15 Brasília)
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Sete Estados vão às urnas escolher rival de Bush

O pré-candidato democrata John Kerry em campanha no Estado de Delaware
Liderança de Kerry o colocou no centro dos ataques dos adversários
Eleitores de sete diferentes Estados americanos vão às urnas nesta terça-feira escolher o adversário do presidente George W. Bush em novembro.

Serão realizados cáucus e primárias em Oklahoma, Carolina do Sul, Novo México, Arizona, Missouri, Delaware e Dakota do Norte.

Esta será a primeira vez desde que começaram as prévias democratas no país que eleitores de mais de um Estado vão às urnas simultaneamente.

Também é a primeira ocasião em que haverá votação em Estados do sul, com presença mais significativa de negros e latinos.

John Kerry espera conseguir na maratona eleitoral desta terça-feira consolidar sua posição como o mais forte pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos.

O candidato, que venceu as duas prévias realizadas até agora – o cáucus de Iowa e as primárias de New Hampshire –, lidera as pesquisas em pelo menos cinco dos sete Estados.

Acusações

Mas o senador de Massachusetts está sendo alvo de críticas de seus adversários, que o acusam de manter ligações com lobistas durante seus mais de 18 anos no cargo.

Em um novo desdobramento, a revista Newsweek desta semana diz que Johnny Chung, uma figura-chave nos escândalos de doação de verbas ilegais para campanhas políticas nos Estados Unidos de 1996, teria ido ao escritório de Kerry em Washington dois meses antes do que o senador admitiu publicamente.

Kerry disse que todas as verbas ilegais doadas a ele por Chung foram devolvidas, e que isso já foi investigado.

O ex-governador de Vermont Howard Dean, por sua vez, contesta o histórico de Kerry no Senado.

No último debate dos pré-candidatos transmitido pela TV, na quinta-feira passada, Dean acusou Kerry de não ter conseguido aprovar nenhum dos 11 projetos que apresentou na área da saúde no Senado.

Kerry se defendeu dizendo que lutou pela aprovação de projetos em áreas como a saúde mental e assistência a veteranos de guerra sem que seu nome tenha sido incluído nas propostas.

Pesquisas

Ainda assim, segundo uma pesquisa conjunta do canal de TV MSNBC, do instituto Zogby e da agência Reuters, divulgada nesta segunda-feira, o senador lidera com folga no Arizona e no Missouri, e está tecnicamente empatado com John Edwards na Carolina do Sul e com Wesley Clark em Oklahoma.

No Novo México, uma nova pesquisa da publicação Albuquerque Journal mostra Kerry na frente com 31% das intenções de voto, contra 15% de Dean e 14% de Clark.

Nesta segunda-feira, Kerry esteve no Novo México e no Arizona, onde corteja o voto latino – 25% da população do Arizona e 42% da do Novo México.

No Delaware, um Estado que apenas distribuirá 15 delegados em sua primária, uma pesquisa Survey USA/NBC mostra o senador de Massachusetts com 42%, contra 12% de Dean, o segundo colocado.

Gore

Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que, apesar do aparente favoritismo de Kerry em nível nacional, ainda é muito cedo para predizer quem será o eventual vitorioso.

Todd Shaw, cientista político da Universidade da Carolina do Sul, disse que Kerry tem claras vantagens que estão pesando neste momento da campanha.

“Ele é veterano do Vietnã, tem um bom histórico na área de política externa”, explicou.

"A dificuldade é que ele é de Massachusetts (um Estado do nordeste dos Estados Unidos) e se ele não pensar de forma concreta uma estratégia para o sul, vai estar desistindo de uma grande parcela dos votos da comunidade negra americana. Cerca de 52% dos negros americanos vivem no sul."

Margarita Martin, outra cientista política de Columbia, acredita que existe a possibilidade de Kerry perder força nas próximas semanas, e uma das razões disso pode ser sua falta de carisma.

"Poderíamos ver uma repetição do que vimos na disputa entre Bush e Al Gore", explica. "Bush, com seu estilo mais informal, se sobressaía sobre Gore, conquistando mais facilmente a simpatia do eleitorado."

"Kerry também enfrenta essa crítica de ser um ‘insider’ de Washington, uma imagem de envolvimento com os lobbies."

No Dakota do Norte, um levantamento feita pelo Instituto de Questões Públicas Moorehead indica uma alta percentagem (40%) de indecisos. Dos eleitores ouvidos, 31% disseram que iriam votar em Kerry, enquanto Clark, segundo colocado, atrai outros 15%.

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