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Atualizado às: 01 de fevereiro, 2004 - 14h35 GMT (12h35 Brasília)
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Primárias de democratas não empolgam na Carolina do Sul

sua propaganda na TV, John Edwards ressalta suas raízes no Estado
Na TV, John Edwards ressalta suas raízes no Estado

A dois dias de prévias que podem ser decisivas no processo de escolha do adversário democrata de George W. Bush nas eleições presidenciais de novembro, muitos moradores de Columbia, na Carolina do Sul parecem não estar ligando muito para o evento.

“Você sabe, esta terra é do Bush. Eu votei no Bush”, diz o taxista Wayne Boyd. “E, apesar dos problemas em relação ao Iraque, de ele ter mentido que o país tinha armas de destruição em massa, das críticas do (ex-secretário do Tesouro) Paul O´Neill, eu acho que ele vence de novo.”

Dirigindo pelas ruas calmas da capital da Carolina do Sul, o taxista insiste em conversar sobre o tempo. Fala que uma tempestade de granizo vai atingir a cidade na segunda-feira.

Mas eu volto a trazer à conversa as primárias, e lhe pergunto quem ele acha que vai ganhar. “Acho que o John Edwards. Ele é daqui, você sabe.” De fato, Edwards é “daqui”, mas se projetou como senador pela Carolina do Norte.

Pesquisas

Segundo as últimas pesquisas de opinião na Carolina do Sul, a previsão do taxista deve se tornar realidade.

Embora o senador John Kerry, de Massachusetts, venha embolado de vitórias nas duas prévias realizadas até agora nos Estados Unidos – o cáucus de Iowa e a primária de New Hampshire –, todas as pesquisas apontam Edwards na preferência do eleitorado por aqui.

A margem de vantagem, entretanto, varia. Uma, do instituto Zogby Internacional, diz que o senador da Carolina do Norte com 25% das intenções de voto, contra 24% de Kerry. Com a margem de erro, se tem um empate técnico.

Outra, feita pela CNN e pelo jornal Los Angeles Times, diz que Edwards está nada menos que 12 pontos percentuais a frente de Kerry, com 32%.

Uma terceira, da CBS, dá a mesma margem de vantagem de Edwards (30%) sobre Kerry (18%).

Basta ligar a TV para vê-lo. No horário nobre, na hora do noticiário local em redes como a NBC, Edwards aparece em sua propaganda apresentando uma casa modesta.

“Foi nesta casa em que me criei”, diz o senador. A casa fica em Seneca, Carolina do Sul, e ele, em vez de falar de suas propostas concretas para resolver os problemas do Estado, passa a propaganda inteira exaltando suas origens humildes.

Vitória “obrigatória”

Edwards vem recebendo muitas comparações com Bill Clinton, por ser jovem, adepto de um estilo informal e também por ser do sul dos Estados Unidos.

O senador, que ficou em segundo em Iowa e em quarto em New Hampshire, já disse que a primária de seu Estado natal é “vitória obrigatória” para ele – e analistas acreditam que existe a possibilidade de ele sair da disputa, caso não obtenha esse resultado.

Ainda assim, neste sábado, o candidato decidiu fazer corpo a corpo em outros estados onde não tem tanto favoritismo neste sábado: Novo México, Arizona e Oklahoma.

Os quatro estados, juntamente com Delaware, Dakota do Norte e Missouri, realizam simultaneamente as prévias desta terça-feira.

Celso de Oliveira, um brasileiro que vive na Carolina do Sul desde 1967 e se naturalizou americano, acha que Edwards vai ser o pré-candidato escolhido no Estado. Mas não acha que isso tem muita importância.

Campanha “limpa”

“O sul não é muito democrata”, diz o professor de língua e literatura portuguesa da Universidade da Carolina do Sul. “E as pessoas são mais interessadas em coisas locais, como, por exemplo, nas eleições para governador.”

O professor diz que não anda vendo os seus alunos falando muito da primária.

E o fato de os pré-candidatos trocarem acusações mútuas e atacarem o presidente Bush pode estar colaborando para que os eleitores tenham ainda mais apatia pelo que vai acontecer na terça-feira.

“Não vejo muita empolgação. Teve muito sangue derramado”, disse o taxista Wayne Boyd, se referindo aos candidatos.

Nesse contexto, Edwards pode ter caido ainda mais no gosto popular por aqui ao se propor a realizar uma campanha “limpa”, evitando ataques a seus adversários do mesmo partido.

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