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Atualizado às: 28 de janeiro, 2004 - 15h42 GMT (11h42 Brasília)
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Brasil, Índia e África do Sul fecham 'pacto de apoio' na ONU

Lula e sua esposa, Marisa, no túmulo de Gandhi
Lula e a esposa, Marisa, visitaram o túmulo de Gandhi, na Índia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Brasil, a Índia e a África do Sul fizeram "votos de apoio mútuo" na disputa por assentos no Conselho de Segurança.

Os três países teriam acertado também trabalhar em conjunto para, quando for necessário, contrapôr políticas comerciais às propostas pelos países ricos, disse Lula no último dia da sua viagem de quatro dias à Índia.

Esse projeto recebeu um novo impulso, embora não possa ser visto como o início da nova ordem mundial.

Mesmo assim, do ponto de vista de Brasil, Índia e África do Sul, e também de vários outros países pobres, uma tentativa concreta está sendo feita para tentar mudar as regras atuais do jogo.

Pobres unidos

A idéia de unificar os pobres do mundo registrou o seu primeiro sucesso em setembro do ano passado, na rodada de negociações de Cancún da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As discussões naufragaram porque os países desenvolvidos e os em desenvolvimento não chegaram a nenhum acordo.

O presidente Lula disse que a questão continua em aberto, e que os Estados Unidos e a União Européia ainda mantêm os subsídios à agricultura, um dos principais pontos de discórdia.

Lula afirmou ainda que é importante para países como a Índia, a África do Sul e o Brasil utilizarem essa unidade como uma base para fazer os países ricos entender que a dependência deles ficou para trás.

Estratégias

Em março, poderá surgir mais uma estratégia conjunta, quando representantes dos três países se reencontrarem em Nova Délhi em uma reunião do recém-formado fórum de diálogo Índia-Brasil-África do Sul.

Na frente bilateral, a viagem de Lula teve um retumbante sucesso. Ambos os países são grandes e têm muito em comum, incluindo a escala dos seus problemas sócio-econômicos.

Há também um enorme espaço para a expansão do comércio bilateral.

Um acordo de comércio preferencial já foi assinado nesta visita e outros devem acontecer nos próximos meses em setores como transporte de mercadorias, aviação, desenvolvimento rural, saúde, ciência e tecnologia.

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