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Atualizado às: 26 de janeiro, 2004 - 20h38 GMT (18h38 Brasília)
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Canibal alemão promete não matar de novo
Armin Meiwes
Armin Meiwes confessou ter matado sua vítima

O alemão que admitiu ter comido carne humana lamentou ter matado sua vítima e prometeu que nunca mais matará ninguém, em depoimento final de seu julgamento.

Anteriormente, promotores haviam dito que o chamado canibal alemão deveria passar o resto da vida atrás das grades por ter matado e comido partes do corpo de sua vítima, Bernd-Juergen Brandes, de 43 anos.

Meiwes alega que "matou a pedido" da própria vítima, o que, segundo ele, não consistiria em assassinato.

"Eu me arrependo muito de tudo, mas não posso desfazer o que já aconteceu", afirmou Meiwes, insistindo que Brandes escolheu morrer.

Internet

O advogado de defesa de Meiwes, Harald Ermel, disse que se tratou de misericórdia, já que Brandes deu seu consentimento para ser morto e comido.

Segundo Ermel, esse crime prevê uma sentença máxima de cinco anos de prisão.

Mas o promotor Marcus Koehler, em suas declarações finais, disse que Meiwes, de 42 anos, matou por prazer sexual e deveria receber pena de prisão perpétua.

Os detalhes do caso despertaram interesse em todo o mundo. Durante o julgamento, Meiwes disse que Brandes viajou de Berlim para a sua cidade, Rotenburg, depois que os dois fizeram contato pela internet.

Segundo Meiwes, Brandes queria ser esfaqueado até a morte depois de beber um frasco inteiro de remédio para gripe para perder os sentidos.

Um médico disse ao tribunal que Brandes morreu devido à perda de sangue e que o remédio, juntamente com meia garrafa de bebida alcoólica e 20 comprimidos que ele tomou atecipadamente para dormir, não poderiam ter minimizado sua dor.

A polícia localizou Meiwes em dezembro de 2002 depois de ser alertada por um anúncio que ele colocou na internet em busca de um homem que quisesse ser morto, retalhado e comido.

Fantasia

Koehler disse que Meiwes não estava interessado nas necessidades ou desejos de sua vítima, e que o desejo de morrer de Brandes só deu ao réu uma oportunidade de realizar sua fantasia de canibalismo.

Meiwes admitiu ter sentido prazer sexual no processo de preparar sua vítima.

Na semana passada, um segundo especialista disse ao tribunal que Meiwes estava apto para ser julgado e não sofria de qualquer doença mental.

O veredicto deve ser anunciado nesta sexta-feira.

Canibalismo não é crime na Constituição alemã, mas o crime de assassinato prevê pena mínima de 15 anos de prisão.

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