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Tribo em Fiji pede desculpa por ato de canibalismo
Os moradores do vilarejo de Navatusila, nas ilhas Fiji, estão se preparando para pedir desculpas para a família de um missionário cristão que foi comido por tribos canibais há 136 anos. Em uma cerimônia típica, que será realizada na quinta-feira, os descendentes do australiano Thomas Baker vão receber de presente tapetes finos, vacas e 30 dentes de cachalote. A festa deve contar com a presença do primeiro-ministro de Fiji, Laisenia Qarase. Os habitantes de Navatusila acreditam que a vila está sofrendo uma onda de azar desde o episódio da morte de Baker e esperam que o pedido de desculpas traga sorte ao lugar. Segundo a agência de notícias France Presse, a cerimônia vai começar com uma missa cristã. Em seguida, a tribo apresentará o pedido de desculpas. O tetraneto de Baker, Dennis Russell, um minerador da cidade australiana de Bribane, e outros dez membros da família vão participar da cerimônia. 'Menos as botas' O reverendo Baker é uma das poucas vítimas conhecidas do canibalismo em Fiji. Existem várias histórias sobre como Thomas Baker foi morto e cozido pelos então habitantes da vila em 21 de julho de 1867. Alguns dizem que ele tentou tirar um pente dos cabelos do chefe da tribo, sem saber que era proibido tocar a cabeça de um líder. Mas outros afirmam que Baker estava no meio de uma grande disputa entre duas tribos. Segundo uma das lendas, um dos homens presentes teria dito que "apenas as botas de Baker não foram comidas". Hoje uma das botas do missionário está exposta no Museu de Fiji. |
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