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Príncipe Harry é acusado de ofender arte aborígene
A comunidade artística aborígene da Austrália está acusando o príncipe Harry, da família real britânica, de utilizar de forma indevida motivos da cultura aborígene em quadros que ele pintou. As pinturas de Harry fazem parte de seu trabalho de conclusão do equivalente ao ensino médio no Eton College. Em maio, o filho do príncipe Charles e da princesa Diana foi fotografado em frente aos dois quadros, que mostram imagens de lagartos que teriam sido inspiradas na cultura aborígene. No entanto, artistas da comunidade aborígene reclamam que Harry "roubou" a cultura deles. Respeito "O príncipe Harry precisa vir até aqui (a Austrália) e ver de onde o símbolo do lagarto vem", disse a artista aborígene Julie Dowling ao jornal britânico The Guardian. "Ele tem que entender que, ao pintar quadros como esses, está desrespeitando outra família. A avó dele é a mentora da sua igreja, então ele tem que respeitar a religião de outras pessoas", completou. A assessoria da família real britânica disse à BBC que as pinturas de Harry não "têm o propósito de ser uma obra de arte aborígene". "Não recebemos nenhuma reclamação formal, e nunca foi intenção do príncipe ofender a ninguém", disse um porta-voz do Palácio de Buckingham. Cada um dos quadros pintados por Harry estão avaliados em 15 mil libras (cerca de R$ 71 mil). Em contrapartida, uma pintura do artista aborígene Turkey Tolson foi vendida por 800 libras (quase R$ 3,8 mil) pouco antes de sua morte, em 2001 – apesar de agora ser avaliada em 200 mil libras (aproximadamente R$ 948 mil). Ironicamente, agora que terminou seus estudos secundários, Harry deve passar um ano na Austrália. |
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