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Atualizado às: 08 de dezembro, 2003 - 13h39 GMT (11h39 Brasília)
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'Canibal alemão' diz ter se decepcionado com vítima

Armin Meiwes
Meiwes se disse 'decepcionado' com vítima do ato de canibalismo

Armin Meiwes, o alemão que confessou ter matado uma pessoa e comido seus restos mortais a pedido da vítima, revelou nesta segunda-feira, segundo dia de seu julgamento, que entrou em contato pela internet com mais uma pessoa que queria ser comida por ele.

Meiwes, um técnico de computação de 42 anos, se declarou "decepcionado" com sua vítima, um engenheiro que ele conheceu pela internet. "Ele exigiu que eu o esquartejasse imediatamente. E eu queria conhecê-lo melhor primeiro", disse.

O acusado admitiu ter matado o berlinense Bernd Jürgen B. com diversas facadas no pescoço, depois de "anestesiá-lo" com bebidas alcóolicas e remédio para dormir.

"Bernd mentiu sobre sua idade. Ele disse que tinha 36 anos, mas na verdade tinha 42", reclamou Meiwes.

Mais carne

Meiwes declarou que voltou a entrar em contato pela internet com uma pessoa que queria ser comida por ele, depois do crime.

Ao justificar o segundo contato com uma vítima em potencial, Meiwes afirmou que a carne da primeira vítima "acabou rapidamente".

O acusado disse que comeu cerca de 20 quilos de carne do cadáver de Bernd Jürgen B. durante suas refeições regulares.

"O ato de comer os restos mortais deu sentido à morte, já que o corpo não foi jogado fora", disse o alemão.

A Justiça alemã deve apresentar nesta segunda-feira trechos do vídeo em que Armin Meiwes filmou a morte e o esquartejamento da vítima. O juiz decidiu proibir o acesso do público a essa parte do processo.

A promotoria do tribunal de Kassel, na região central da Alemanha, acusa Armin Meiwes de ter cometido assassinato por razões sexuais, já que ele declarou que o esquartejamento o "excitou".

Ele não está sendo julgado por canibalismo, que oficialmente não é um delito na Alemanha.

"Se eu tivesse ido a um psiquiatra há alguns anos, provavelmente não teria feito o que fiz", declarou Meiwes.

O julgamento do chamado "canibal de Rotenburg" – uma alusão à cidade onde o crime foi cometido – deve durar até o fim de janeiro do ano que vem. A sentença deverá ser anunciada em fevereiro.

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