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Canibal não tem problemas mentais, diz médico
O canibal alemão Armin Meiwes, que está sendo julgado por ter assassinado e comido um homem que conheceu pela internet, não tem problemas mentais, segundo o depoimento dado por um psiquiatra nesta segunda-feira. Heinrich Wilmer, que entrevistou Meiwes depois de ele ter sido preso e elaborou um relatório sobre o estado psiquiátrico do prisioneiro, disse em um tribunal que o canibal pode ter um distúrbio de personalidade, mas não precisa ser internado em um hospital psiquiátrico. A promotoria acusa Meiwes de assassinato, apesar de aceitar que o homem morto e devorado era uma vítima disposta. Os advogados de Meiwes alegam que ele é culpado, no máximo, de "matar a pedido". Meiwes pode ser condenado à prisão perpétua por assassinato, mas os chamados "assassinatos por misericórida" - cumprindo pedidos - são punidos com penas de até cinco anos de prisão. Na Alemanha, o canibalismo em si não é crime. Abandonado pelo pai A promotoria afirma que Meiwes, um técnico de computadores de 42 anos de idade, matou e devorou o engenheiro Bernd-Juergen Brandes em 2001 para satisfação sexual. O psiquiatra disse que a motivação foi menos sexual do que o desejo de preencher um vazio causado pelo fato de o pai do canibal ter abandonado o filho e o resto da família quando Meiwes ainda era pequeno. Mas Wilmer acrescentou: "Meiwes estava pensando mais nele mesmo no momento do ato... ele estava satisfazendo um sonho". Segundo o psiquiatra, o acusado publicou o primeiro anúncio na internet - procurando uma vítima - numa mistura de "farsa e loucura", mas logo passou a levar o assunto a sério. Ele disse ao tribunal em Kassel que Meiwes é imaturo e não tem autocontrole, e que comer carne humana serviu como uma forma de estimular as emoções dele. Ele disse que a reação de Meiwes durante o julgamento, que está recebendo extensa cobertura da mídia, era como "a de uma criança excitada com o Papai Noel". Ele lembrou ainda que o réu demonstrou pouca emoção ao falar do assassinato. "Foi como sentar em frente a um cientista que relata uma experiência", disse ele. Ele se recusou a comentar se acreditava que Meiwes voltaria a cometer o mesmo ato. A polícia prendeu o canibal alemão em dezembro de 2002, depois que outro anúncio procurando uma vítima para ser devorada foi publicado na internet. O julgamento começou no último dia 3. Meiwes confessou, com detalhes, o assassinato de Brandes no dia 10 de março de 2001. Ele filmou a maior parte do ocorrido em vídeo. Algumas cenas foram mostradas no tribunal, no início do mês. |
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