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Vítima de canibal 'não disse que queria morrer'
O namorado de um engenheiro que foi vítima voluntária do "canibal" alemão Armin Meiwes revelou nesta segunda-feira que seu parceiro nunca lhe disse que tinha o desejo de morrer e ser comido. Bernd-Jürgen Brandes morreu depois de responder a um anúncio colocado na internet por Meiwes, que procurava um voluntário para ser "abatido". Meiwes admitiu ter matado em março de 2001 o engenheiro e ingerido pedaços de seu corpo. Em depoimento a um tribunal na cidade alemã de Kassel, Rene Jasnik, que era namorado de Brandes na época do crime, afirmou que o casal era "muito feliz" e estava planejando férias. Testamento Ele disse que ainda não consegue explicar a morte do parceiro, mas contou ter encontrado um testamento de Brandes datado de janeiro daquele ano. Jasnik afirmou que Meiwes lhe escreveu uma carta pedindo desculpas por seus atos. Meiwes disse que Brandes deixou Berlim, onde morava, para ir encontrá-lo, e que quis ser esfaqueado até a morte depois de beber uma substância que provoca a perda de consciência. A promotoria afirmou que a morte teve motivação sexual e está julgando Meiwes por assassinato, mesmo aceitando que ele teve a permissão da vítima. Prisão Se for considerado culpado, Meiwes pode ser condenado à prisão perpétua. Mas seu advogado argumenta que ele é apenas responsável pelo crime de "assassinato a pedidos", cuja pena é de até cinco anos de prisão. Meiwes confessou ainda que, após a morte de Brandes, ele procurou por novas vítimas na internet. A polícia o prendeu em dezembro de 2002, depois que um estudante austríaco viu um anúncio na internet e o denunciou. O veredicto será dado no início de fevereiro. |
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